Metal leva 24 mil pessoas ao Canindé

Todos os clichês do hard rock estavam presentes: as guitarras estilizadas, o solo de bateria e o público repetindo os gritos e fraseados do vocalista. Quem se importa? Vindo de uma das bandas mais influentes do estilo e que ajudou a cunhar esses mesmos clichês, o resultado não podia ser outro. Os alemães do Scorpions fecharam o festival Live ?N?Louder, já na madrugada de ontem, no Estádio do Canindé, com a autoridade de quem faz isso há décadas. Marcelo Barabani/AESatisfizeram desde os fãs do rock jurássico aos mais jovens em suas camisetas da finlandesa Nightwish, a outra atração de destaque no dia.O trio que forma a espinha dorsal do Scorpions -o vocalista Klaus Meine e os guitarristas Rudolf Schenker e Matthias Jabs - soma mais de 150 anos. Mas esses senhores, com idade para serem avôs da maioria dos cerca de 24 mil espectadores do festival, ainda mantêm fôlego para fazer o público pular e cantar os clássicos de mais de 20 anos.A banda está desde o ano passado em turnê de divulgação do último álbum, Unbreakable. Como o nome do disco sugere, o grupo está firme, inteiro e entrosado. As músicas desse trabalho escolhidas para o show caíram bem, não destoaram dos hits que o público sempre quer ouvir. Cada vez que os riffs tocados por Schenker e Jabs anunciavam clássicos como The Zoo, Blackout e Big City Nights, os fãs mais fiéis da banda balançavam as cabeleiras cabeça e seguiam as letras entoadas por Meine e sua providencial boina escondendo os efeitos da idade.Mas foram as baladas Wind of Change e Still Loving You, trilha sonora de muita dor de cotovelo headbanger e até de novela das seis, que o público cantou do início ao fim. E o melhor termômetro para se notar isso era perceber que as meninas, sempre em minoria em shows e festivais desse tipo, se empolgavam tanto quanto os rapazes.Para fechar a apresentação e as mais de dez horas de festival, o Scorpions escolheu Rock You like a Hurricane, do disco mais famoso da banda, Love at First Sting (1984). Ainda houve tempo para uma última balada acústica, mas o estrago do furacão já estava feito e foi com essa música na cabeça que os fãs começaram a deixar o Canindé.

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