Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Melhor cantor de jazz no Grammy virá ao País este semestre

Gregory Porter venceu pelo disco Liquid Spirit, seu terceiro álbum

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2014 | 22h23

Nos tempos que correm, é mais comum surgir uma nova cantora de jazz do que um cantor. As garotas dominaram o gênero há um bom tempo, os homens sumiram um pouco do métier. Com a vitória de Gregory Porter no Grammy, essa noite, uma nova voz masculina se apresenta ao grande público. E os brasileiros têm sorte: Porter tem uma apresentação agendada para o Brasil ainda esse semestre (provavelmente estará no elenco do BMW Jazz Festival, em São Paulo e Rio).

Porter ganhou o Grammy pelo disco Liquid Spirit, seu terceiro álbum (produzido por Brian Bacchus, também produtor de discos de Norah Jones e Cassandra Wilson. Ele vive no Brooklyn, em Nova York, e sua música é marcada também pelo engajamento político. Aos 42 anos, é um dos expoentes de uma nova geração que assinou recentemente com o selo Blue Note – os outros são seus colegas e parceiros Robert Glasper (pianista que no ano passado bateu R. Kelly e Tyrese na disputa do Melhor Álbum de R&B) e Jose James, cantor cujo disco recente No Beginning No End tornou-se tão badalado quanto outros colegas da seara pop.

Gregory Porter nasceu em Los Angeles e passou parte da infância em Exposition Park, até que a mãe se mudou com os 7 filhos para Bakersfield, onde ela trabalhou como pastora religiosa em bairros problemáticos. Depois do colégio, ele foi para a faculdade em San Diego, e jogou futebol por um tempo. Após a morte da mãe, voltou à música. Chegou a Nova York e entrou no elenco de um musical na Broadway, It Ain’t Nothin' But the Blues, nos anos 1990. Em 2010, estreou em disco com o álbum Water, que também foi indicado aos Grammys. É casado e pai de um filho de um ano.

 

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