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Médicos que atuam na linha de frente no combate ao coronovírus farão live para arrecadar EPIs arquivo pessoal

Médicos que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus fazem live para arrecadar EPIs

Intitulado ‘Doutores do Samba’, grupo fará transmissão para compra de equipamentos para o Hospital São Paulo

Camila Tuchlinski, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2020 | 16h00

Cardiologistas, urologistas, cirurgiões plásticos, oftalmologistas e ortopedistas juntos em um grupo musical, tocando pandeiro, cuíca, conga, afoxé, tamborim, surdo e toda a sorte de instrumentos musicais para uma roda de samba.  Intitulado Doutores do Samba, o grupo fará uma live no próximo dia 31, às 16h, no YouTube, para arrecadar equipamentos de proteção individual (EPI) para funcionários do Hospital São Paulo, onde eles iniciaram a vida acadêmica, e que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus

“Na Escola Paulista de Medicina, sempre nos juntávamos depois das aulas na Atlética, não só para treinar, mas também para se divertir. O grupo começou assim, nesses pequenos eventos com amigos de diferentes turmas após as aulas. Sempre tocamos para o público do hospital São Paulo”, lembra o cirurgião plástico Fernando Amato, que toca cuíca e pandeiro no grupo.

O ortopedista Eduardo Suñe Christiano, que toca chimbal e caixa, afirma que a ideia do grupo surgiu em 2002 e a paixão pelo ritmo uniu os colegas. “A maioria do grupo sempre gostou muito de samba. Os encontros de sexta-feira viraram tradição e, aos poucos, começamos a tocar também nos bares em torno da faculdade”, diz.

Para alguns, o gosto pelo samba veio de família, como o urologista Rodrigo Perrella. “Sempre gostei de samba, influência do meu pai. Com 15 anos, comecei a frequentar a escola de samba Mocidade Alegre, onde toquei na bateria por 10 anos”, conta. O cardiologista Fábio Leite divide a mesma paixão: “Sempre gostei de samba enredo. E gostava de rock, percussão e bateria. Daí, entrei na Bateria 51 da Atlética e, depois da convivência com o pessoal, fui migrando para o pagode”. Até o ortopedista Renato Radeli, que nunca se imaginou em tocando em uma roda de samba, foi acolhido pelo grupo. “Nunca tive talento para instrumentos musicais. No grupo, temos músicos excepcionais que me permitiram aprender um instrumento simples, o afoxé, para poder participar dos sambas”, ressalta.

Esse cenário de alegria e descontração que uniu os jovens médicos há anos não é nada parecido com a atual rotina dentro de um hospital diante da pandemia do novo coronavírus. A maioria atua na linha de frente no combate ao covid-19. Renato Radaeli mora em Porto Velho, Rondônia, desde 2010. Pela prefeitura, os profissionais foram colocados para atendimento de casos suspeitos, com quadros leves a moderados. “Quando o paciente apresenta parâmetros respiratórios ruins, são encaminhados ao hospital de referência para tratamento de covid-19”, afirma o ortopedista que, desta vez, não participará da live com os colegas. O urologista Rodrigo Perrella atua como cirurgião no Pronto Socorro do Hospital São Paulo, também com pacientes contaminados pelo vírus, assim como o cirurgião plástico Fernando Amato. “Trato diretamente com pacientes ambulatoriais com covid-19 e aqueles com internação prolongada em UTI que acabaram desenvolvendo úlceras por pressão”, relata.  

Fazer a transmissão ao vivo no YouTube com o Doutores do Samba para arrecadar fundos para a compra de EPIs é uma forma de devolver o que a universidade ofereceu para estes profissionais, como explica Eduardo Suñe Christiano: “Acreditamos que isso seria uma forma de tentarmos retribuir a gratidão e o carinho que temos pela Escola Paulista de Medicina e o Hospital São Paulo que, por muitos anos, foi a nossa casa. Ao mesmo tempo, em meio a esse período tão conturbado e sensível, teríamos uma ótima oportunidade de revivermos memórias de um bom samba ao lado de amigos e familiares”. 

“No meio de tanta agonia e sofrimento que estamos passando com essa pandemia, queremos trazer um pouco de alegria, numa corrente do bem, valorizando todos os profissionais de saúde, não só do hospital São Paulo, mas todos que estão na linha de frente. Live de gente famosa tem todos os dias. A nossa é única, de médicos, para ajudar um hospital que é o berço da nossa formação, e que sabemos o que está enfrentando e o que poderá ser pior”, conclui. 

Além de Fernando Amato e Eduardo Suñe Christiano, o Doutores do Samba é composto pelo urologista Rodrigo Perrella, que toca repique de mão e faz voz secundária, Fábio Leite, que é cardiologista e toca tamborim e surdo, o ortopedista Renato Radaeli, no afoxé, e os oftalmologistas Rodrigo Viana, voz, e Mauro Leite, no violão.

Serviço:

Live do ‘Doutores do Samba’

Quando: Domingo, 31 de maio

Horário: 16h

Onde: No YouTube

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Artistas doam fotografias para ajudar comunidades de São Paulo durante o combate ao coronavírus

Por meio do projeto 150 Fotografias para São Paulo, as pessoas podem comprar fotos de renomados artistas por R$ 150; verba será revertida para duas ações sociais

Simonetta Persichetti ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 05h00

De repente, tudo mudou. Um susto mundial. Uma doença, a covid-19, se alastrou pelo planeta, transformando nosso modo de ser e estar, de viver e de se relacionar. A incerteza tomou conta de nós e fomos catapultados para situações há muito não vividas: medo, isolamento, separação, miséria e morte. Na linha de frente, médicos, enfermeiros, todo o pessoal do setor da saúde, entregadores, motoboys e a imprensa. Na linha de frente também, fotógrafos e cinegrafistas que passaram a registrar com imagens magistrais a tragédia que avançava. Não números e estatísticas, mas pessoas, famílias, amigos. 

Uma das primeiras e mais fortes imagens foi a de uma carreata de caminhões do exército carregadas de caixões na cidade de Bergamo, uma linda cidade italiana, situada na região da Lombardia, uma das mais afetadas da Itália. Um médico do hospital local enviou um pedido de ajuda. A revista Perimetro acatou e, de repente, nasceu o projeto 100 Fotos para Bergamo. Uma venda de imagens online, que reuniu 100 fotógrafos do mundo todo – eles doaram suas imagens para ajudar o hospital Papa Giovanni XXIII. 

Foi um sucesso. O valor arrecadado, 700 mil euros, foi doado ao hospital.

Participaram deste projeto dois fotógrafos brasileiros: Rafael Jacinto que, desde 2018, está morando em Milão, e Victor Moriyama. Partiu dali, dos dois, a ideia então de fazer o mesmo no Brasil. 

O projeto foi criado como uma corrente: Rafael chamou as produtoras culturais Flávia Padrão e Monica Maia. Ao grupo, juntou-se também a fotógrafa paulistana Bice Costa. Outros amigos foram chamados para a organização, totalizando uma equipe de dez pessoas. O grupo conta também com apoio de designers, galerias e estúdios de impressão, que facilitaram a possibilidade de efetivação do projeto. Os convites começaram a ser feitos e 150 fotógrafos brasileiros aceitaram doar suas imagens.

O resultado é o 150 Fotografias para São Paulo, uma venda de fotos online onde cada imagem é vendida a R$ 150. O material está disponível para compra até amanhã, dia 5. As imagens estão no site 150fotosparasp.com.br. 

A verba arrecadada será revertida para a Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, que é coordenada pelo padre Julio Lancellotti e auxilia pessoas em situação de rua; e para o projeto Treino na Laje, de Sophia Bisilliat, que habitualmente ministra aulas de ioga para mulheres e jovens da periferia de São Paulo, mas, durante a quarentena provocada pela pandemia do coronavírus, transformou-se em ponto de entrega de cestas básicas, refeições e kits de higiene para população mais necessitada. “O formato deste projeto me agrada muito”, explica, por e-mail e desde Milão, Rafael Jacinto, um dos idealizadores. “Trata-se de um projeto coletivo, que utiliza a fotografia para uma ajuda imediata.” 

De fato, as imagens cedidas pelos fotógrafos trazem um pouco de calma e tranquilidade em um mundo, por enquanto, muito conturbado.

 

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https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,roberto-carlos-abre-live-falando-de-prevencao-contra-

Músico abriu apresentação com clássico de seu repertório e destacou a importância do uso de máscara

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2020 | 20h09

O músico Roberto Carlos deu início, pontualmente às 19h45 deste domingo, 19, à live dedicada à celebração de seus 79 anos. Ao lado dos músicos Eduardo Lages, maestro dele desde 1978, e Tutuca Borba, o rei abriu o show, transmitido pelo YouTube, com o sucesso Como é grande meu amor por você.

Logo após encerrar a primeira música, ele destacou que, até pouco tempo antes, estava usando uma máscara. "Essa experiência é nova para mim (de fazer live), mas é preciso lembrar que precisamos ficar todos em casa". Em seguida, começou a cantar É Preciso Saber Viver.

As duas prmeiras canções foram transmitidas também pelo programa do Faustão, na Globo. O restante do repertório será apresentado exclusivamente por meio de seu canal no YouTube. Neste momento, há mais de 1 milhão de pessoas assistindo à transmissão.

Após interpretar Detalhes, o rei ainda apresentou a música Caminhoneiro, em homenagem aos caminhoneiros, cuja atuação considera fundamental neste momento de pandemia, assim como a dos "heróis da saúde".

A Itália, um dos países mais atingidos pelo coronavírus, também recebeu homenagens de Roberto Carlos, que dedicou ao país a música Canzone Per Te. 

Até o momento, os clássicos Nossa Senhora, Amigo e Eu te amo tanto complementam o repertório do show. 

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