Mark Boster/AP
Mark Boster/AP

Médico de Michael Jackson retorna a Las Vegas

Murray voltará a praticar a medicina, segundo seu advogado; cardiologista pode pegar até 4 anos de prisão

Associated Press,

10 Fevereiro 2010 | 22h27

O médico Conrad Murray, acusado de homicídio culposo (sem intenção) pela morte de Michael Jackson, voltou a Nevada para reassumir seu consultório médico e aguardar julgamento, disseram seus representantes nesta quarta-feira, 10.

 

O advogado de Murray, Edward Chernoff, disse que o cardiologista continuará a atender pacientes. "Nós não vamos divulgar o local do consultório porque a preocupação principal do doutor é com a privacidade de seus pacientes", disse Sevcik.

 

Murray tirou seu consultório de um edifício de Las Vegas em agosto, de acordo com a proprietária do local. Ele continua a atender em Houston, ainda segundo o advogado.

 

O médico tem autorização para exercer a medicina nos estados de Nevada, Texas e Califórnia, apesar de este último estado estar trabalhando na remoção de sua licença.

 

Murray se declarou inocente nesta segunda da acusação de homicídio culposo que enfrenta pela morte do rei do pop, o que poderia deixar o cardiologista até quatro anos na prisão.

 

O propofol que Murray administrou a Michael para combater sua insônia foi alegado como uma das causas da morte do astro, aliado aos outros sedativos contidos na mistura.

 

A corte de Los Angeles também ordenou Murray a entregar seu passaporte, depois de um procurador sugerir que ele poderia voar para Grenada, onde nasceu, ou Trinidad, onde tem um filho.

 

O médico que tinha sido contratado para cuidar de Michael na turnê que o astro faria em Londres estava com Jackson quando o cantor de 50 anos morreu, em 25 de junho, em sua mansão alugada em Los Angeles. Murray disse a polícia durante as investigações que administrou e outros sedativos a Jackson para ajudá-lo a dormir.

 

Seu advogado afirmou que nada que Murray deu ao cantor poderia tê-lo matado.

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