Médico de Michael Jackson pode responder por homicídio culposo

O astro da música pop morreu em meados de 2009 vitíma de uma alta dose de remédios sedativos

AP

03 Fevereiro 2010 | 04h09

Os investigadores da morte do astro Michael Jackson planejam apresentar uma denúncia penal de homicídio culposo ao médico do cantor ao invés de oferecer uma denúncia judicial, de acordo com fontes da The Associated Press.

 

Apesar de não haver uma data pública para que Conrad Murray seja interrrogado, existem muitos indícios de que seja em breve, "Se pedem para ele se entregar em 10 minutos, ele irá se entregar", declarou o advogado do médico, Edward Chernoff. David Walgren, o vice fiscal do condado de Los Angeles, que comanda o caso, declarou que não fará declarações a respeito do caso.

 

Michael Jackson morreu com 50 anos e tinha Murray como médico particular. Supõem-se que a alta dose de profosol e outros sedativos, aplicados pelo médico, tenham causada a morte do cantor. Murray se defende das acusações ressaltando que nada do que ministrou ao cantor tenha causado a sua morte e que não era ilegal aplicar profosol.

 

Para que Murray seja indiciado por homicídio culposo, os fiscais devem demonstrar que houve uma ação imprudente que criou um risco de morte ou de grande lesão física. Os investigadores do departamento de polícia de Los Angeles passaram meses recolhendo evidências para determinar se o comportamento do médico, que incluiu falar ao telefone e depois sair da casa onde Michael estava, está fora dos limites de uma prática de medicina razoável.

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