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Médico de Michael Jackson está disposto a se entregar

Conrad Murray viajou para Los Angeles a fim de se reunir com sua nova equipe de três advogados

AP,

03 Fevereiro 2010 | 15h04

O médico do astro pop Michael Jackson se reuniu com sua equipe de advogados e está preparado para se entregar às autoridades se os promotores pedirem que ele se apresente, disse seu principal advogado.

 

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Conrad Murray, que tem consultório em Houston, viajou para Los Angeles no fim de semana passado e passou a terça-feira com sua nova equipe de três advogados. A promotoria não disse se vai apresentar acusações contra ele, mas o principal advogado de defesa do médico, Ed Chernoff, disse que Murray está preparado para isso.

 

"Não recebi nenhum telefonema que pedisse que o médico se entregue", disse Chernoff. "Se recebermos essa ligação faremos isso com prazer", reafirmou.

 

David Walgren, o promotor do Condado de Los Angeles encarregado do caso se negou a fazer declarações.

 

Michael Jackson, que tinha 50 anos quando morreu, contratou Murray como seu médico particular enquanto se preparava para uma turnê em Londres. O rei do pop morreu em 25 de junho em Los Angeles depois que Murray, que o atendia em sua mansão alugada, medicou o cantor com o poderoso anestésico Propofol e dois sedativos para tratar a insônia crônica de seu paciente.

 

O escritório forense do Condado de Los Angeles concluiu que sua morte foi um homicídio. O Propofol só pode ser usado por um anestesista profissional em um hospital. O paciente requer monitoramento constante porque a droga deprime o ritmo cardiorrespiratório e abaixa a pressão arterial, uma combinação de fatores potencialmente mortal.

 

Os promotores que investigam a morte de Jackson planejavam apresentar uma acusação de homicídio involuntário ao médico do cantor, segundo fontes da Associated Press. Apesar de não ter sido definida uma data para que sejam feitas formalmente as acusações contra Murray, havia muitos indícios de que isso era eminente.

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