Damian Dovarganes/AP
Damian Dovarganes/AP

Médico de Michael Jackson é acusado de ter interrompido socorro

Atitude de Conrad Murray teria atrasado chamado de resgate, segundo relatório

Agência Estado e Associated Press

22 de março de 2010 | 20h51

O médico do cantor Michael Jackson, Conrad Murray, teria parado os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar no astro e atrasado os o chamado aos paramédicos para coletar vidros de remédios que estavam no quarto no dia da morte do cantor, em 25 de junho de 2009.

 

As informações emergiram de documentos obtidos pela agência de notícias Associated Press e podem revelar uma nova versão sobre os últimos momentos de vida de Jackson, que faleceu aos 50 anos.

O relato sobre a interrupção do socorro a Jackson foi feito por Alberto Alvarez, diretor de logística de Jackson, e por dois outros empregados do cantor, Michael Amir Williams, assistente pessoal, e Faheem Muhammad, motorista e guarda-costas, que teriam presenciado a morte do cantor.

O advogado de Murray, Ed Chernoff, disse que o médico não tentou esconder remédios. Ele afirmou que Alvarez foi interrogado duas vezes pela polícia e deu relatos diferentes sobre o que aconteceu no quarto de Jackson. "Os relatos de Alvarez são inconsistentes. Nós vamos lidar com isso nos tribunais", disse Chernoff. O advogado de Alvarez não pode ser contatado para responder às alegações de Chernoff.

O médico legista de Los Angeles disse que a morte de Jackson foi provocada por uma overdose do poderoso anestésico Propofol e dois outros sedativos ministrados ao cantor, que sofria de insônia crônica. A acusação de que Murray pode ter tentado esconder provas deverá ser um novo foco dos promotores, que poderão mover um caso de homicídio culposo contra ele.

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