Médico de Michael Jackson dá explicações à polícia

Polícia diz que não está conduzindo uma investigação criminal, mas quer apenas reconstituir os fatos

AP,

27 de junho de 2009 | 23h13

O médico que tentou ressuscitar Michael Jackson depois que ele teve um ataque cardíaco em sua casa, na quinta, 25, teve um encontro com os detetives da polícia de Los Angeles na tarde deste sábado, 27. Enquanto isso, a família do astro pop pedia uma outra autópsia para determinar a causa da morte do cantor.  O site de celebridades TMZ disse que a segunda autópsia estava sendo realizada em local não conhecido em Los Angeles na tarde deste sábado.

 

A polícia afirmou que não está conduzindo uma investigação criminal, mas queria falar com o médico Conrad Murray, de 56 anos, que era o cardiologista que estava com Michal Jackson no momento em que ele passou mal. Jackson, que estava ensaiando para uma turnê de 50 shows em Londres morreu no hospital. Tinha 50 anos.

 

"Nós achamos que ele (Conrad Murray) está colaborando conosco para chegar à verdade dos fatos neste caso", disse o chefe do departamento de polícia Charlie Beck.

 

Um assistente do advogado de Murray disse que o médico não era suspeito da morte de Jackson e que ele "continuava cooperando totalmente" com a investigação.

 

"Dr. Murray acompanhou Michael Jackson até o hospital e fez esforço frenético para reanimá-lo durante o caminho", disse um assessor do advogado de Murray.

 

A polícia está tentando reconstituir as últimas horas da vida de Michael Jackson, enquanto aguarda o resultado oficial da autópsia que vai levar semanas para ser concluída. O corpo do cantor foi entregue à sua família na sexta-feira. A polícia disse que o cantor usava medicamento controlado, mas não esclareceu qual o nome do remédio nem se teria causado sua morte.

 

A polícia procurou interrogar Murray, contratado para ser o médico pessoal do cantor durante a turnê que ele iniciaria em 13 de julho em Londres, depois da breve conversa que teve com os policiais depois que Michael Jackson foi declarado morto. Não ficou claro para a polícia qual a extaa localicação do médico no momento da morte do cantor, por isso apreenderam seu carro em busca de informações para conduzir a investigação.

 

No sábado, um advogado de Houston, Matthew Alford, confirmou que sua empresa foi contratada por Murray para acompanhar o médico em seu depoimento.

O reverendo Jesse Jackson, que tem sido o porta-voz dos pais do cantor, disse à CNN que a família iria "sem dúvida" pedir um exame independente no corpo do Rei do Pop.

"Isso foi da averiguação à investigação," disse Jesse Jackson à CNN. "Agora não há paz. Não sabemos o que aconteceu e precisamos saber. Michael não estava doente antes da noite (de quarta-feira). Ele não estava frágil."

 

Jesse Jackson disse à ABC News que a família também tem perguntas a fazer para Murray.

"Quando o médico veio? O que ele fez? Ele injetou algo nele? Se sim, o quê?," indagou. "Ele esteve no local duas vezes? Antes e reagindo ao que aconteceu? Ele usou Demerol? É uma droga muito forte. Ele (o Demerol) foi injetado uma vez? Foi injetado duas?"

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