Max de Castro canta a sua MPB eletrônica

Seu som é calcado na MPB dos anos 60 e 70, mas o cantor, guitarrista e compositor Max de Castro não é um saudosista. Quem ainda não ouviu sua fusão de funk e bases eletrônicas de seu CD de estréia, Samba Raro, tem hoje mais uma oportunidade, com a apresentação única que o artista faz no DirecTV Music Hall. As influências do artista se concentram em nomes como Jorge Ben Jor - "a música Samba Raro eu dediquei a ele, é meu ídolo" - , Chico Buarque, Baden Powell e, até, voltando um pouco mais no tempo, Ary Barroso, mas seu som está longe de soar datado. "O conceito do disco é mexer com a tradição, sem imitar. Acabar com esse radicalismo de não poder misturar as coisas", afirma Castro, que acabou seguindo uma sina familiar. Seu pai, o cantor Wilson Simonal, inovou nos anos 60 ao criar um funk de características bem brasileiras. Simoninha, seu irmão mais velho, também lançou CD este ano, com as mesmas influências, mas sem os recursos eletrônicos. Com o irmão, e outros músicos como Jairzinho e Pedro Camargo Mariano, Castro gravou no ano passado o CD Artistas Reunidos, no qual já esboçavam as influências citadas da MPB e mais o pop, o rap e hip-hop. "É claro que cada um tem sua sonoridade. Meu irmão ressalta, por exemplo, o lado do intérprete, do cantor. Eu prefiro os arranjos, a linguagem", explica. Novo movimento O surgimento de tantos artistas com pontos de convergência em seus trabalhos acabou criando um burburinho sobre um novo movimento que ganha corpo na MPB. "Tenho conversado com o pessoal de O Rappa, com o Ed Motta e percebemos uma afinidade, um vai nos shows do outro. Acho que isso está criando uma onda que pode dar uma nova virada na música", confessa Castro. O show de hoje pode trazer alguns covers, como Me Deixa, do O Rappa, ou mesmo um pot-pourri de sambas, mas sua espinha é o CD de Castro, que foi todo produzido, arranjado, composto e tocado por ele. Entre as músicas estão Samba Raro, Afrosamba, Ela Disse Assim e Onda Diferente. Max de Castro no show Samba Raro - DirecTV Music Hall (Av. dos Jamaris, 213, Moema, tel.: 5643-5500). Hoje, às 21h30. Ingressos de R$ 20 a R$ 40.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2000 | 19h30

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