Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Matilha Cultural comemora 10 anos com nova mixtape

Criolo, Sandrão, Black Alien e Mr. Bomba estão no novo disco, que inicia os eventos de celebração do aniversário do coletivo Matilha Cultural

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2019 | 03h00

A Matilha Cultural completa 10 anos em 2019: dando início às celebrações, o Selo Matilha lança nas primeiras horas desta sexta-feira, 15, a Mixtape Matilha Vol. 2, com faixas inéditas de Black Alien, RAPadura, Sombra e SP Funk, novas versões de músicas de Sandrão e do grupo de afrobeat Refugiados do Congo, além de dar espaço para novos nomes, como Bitrinho e Flow MC, do Damassaclan, e Atentado Napalm, grupo de hip-hop de Goiânia – entre outros. Criolo também participa com um “registro” ao lado do rapper adolescente de origem guarani Werá Jeguaka Mirim. O trabalho estará nas plataformas digitais e depois terá lançamento em edição especial de vinil.

O disco é produzido por Mr. Bomba, veterano da cena paulistana – como consultor do Selo Matilha, ele diz que ainda em 2019 saem novos álbuns de Sombra, RAPadura e do próprio SP Funk (icônico grupo criado por ele no início do século, o primeiro disco do grupo desde 2006).

Bomba conta que se encontrou com os artistas parceiros da Matilha e ofereceu um catálogo de bases. “Hoje em dia se pensa que todo mundo quer fazer trap (ritmo de beats), mas até para a minha surpresa não foi assim. Cada um estava no seu momento, e respeitei isso, cada um com a sua individualidade.”

O volume 1 da Mixtape saiu em 2010, e entre outras faixas estava Samba Sim (depois Samba Sambei), de Criolo, que entrou no sucesso Nó na Orelha. Na expectativa de Bomba, algumas faixas do novo trabalho também vão se incorporar aos caminhos dos artistas.

Entre os planos da Matilha para o ano, está o prosseguimento das campanhas anuais dos eixos de atuação (Arte e Cultura, Meio Ambiente, Direitos Humanos e Proteção Animal). A ideia é também aumentar o número de exibições de cinema independente, ampliar ações educacionais, dar mais espaço para a cultura do Nordeste e africana e estar presente em eventos na periferia da cidade. Segundo o gerente institucional Eron Quintiliano, a missão da Matilha é “fazer aquilo que o governo não faz”.

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