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Martin Turner apresenta 'Argus', clássico do rock progressivo, em São Paulo

Vocalista e baixista original do grupo Wishbone Ash toca na íntegra sua obra-prima

Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 02h17

Membro fundador do grupo de rock britânico Wishbone Ash, o cantor e baixista Martin Turner se apresenta neste sábado, 22, no Manifesto Rock Bar, em São Paulo, com a banda Martin Turner's Wishbone Ash.

 

O grupo vai apresentar na íntegra o disco Argus, lançado pelo Wishbone Ash em 1972. O álbum é considerado por muitos como a obra-prima da banda - em parte graças à união bastante original de rock progressivo, folk e hard rock.

 

O show em São Paulo faz parte de uma turnê brasileira que começou no Rio de Janeiro e ainda vai passar por Belo Horizonte e Porto Alegre. O grupo que acompanha Martin Turner no Brasil é composto pelos guitarristas Ray Hatfield e Danny Willson, além do baterista Dave Wagstaffe. Nenhum deles fez parte de alguma das várias formações do Wishbone Ash.

 

Projeto. Turner iniciou o grupo Martin Turner's Wishbone em 2004, após anos afastado do Wishbone Ash - que hoje é comandado pelo guitarrista Andy Powell, seu desafeto. Desde então, o vocalista e baixista tem se dedicado a shows e discos ao vivo que recuperam o repertório dos primeiros anos da banda.

 

Na entrevista a seguir, Martin Turner fala mais sobre o disco Argus, aborda um pouco da briga entre ele e Powell, e ainda revela um projeto novo: lançar em disco o registro de um show no Reino Unido, em agosto deste ano, que reuniu os membros originais do Wishbone Ash.

 

Você está fazendo uma turnê de quatro shows pelo Brasil. Quando foi a última vez que você tocou por aqui? O que você sabe sobre o público brasileiro?

Tocamos aqui em 1990 e o público foi muito quente e animado, então é ótimo estar de volta.

 

Nos shows da turnê atual, você vai tocar o disco Argus na íntegra. Como se sente sabendo que estará tocando para um público que provavelmente nunca ouviu essas canções ao vivo antes?

Tenho certeza que será bom. Argus é incrível porque, após todos estes anos, ainda soa novo e moderno.

 

Esse disco foi lançado em 1972 e até hoje é um dos trabalhos mais queridos pelos fãs. Muitos críticos o consideram a obra-prima da banda. Na sua opinião, o que fez este álbum ter um apelo tão duradouro? E qual é o seu disco preferido do Wishbone Ash?

Eu escrevi a maioria das músicas e elas eram sobre grandes temas que estavam na minha cabeça há alguns anos. O álbum contém influências clássicas e também do folk inglês, e também muita melodia. Posso dizer que levou quase um ano para escrever e completar o disco. Quando terminamos e ouvi tudo o que havíamos feito no estúdio, eu fiquei muito emocionado, chorei... Soava tão fantástico para mim, mas eu não tinha ideia que iria ser tão popular por tanto tempo. Eu não tenho um disco preferido. Antigamente, nós chamávamos (os discos) de registros e essa era uma boa descrição porque cada um era um registro do que estava acontecendo naquele momento. Talvez Argus seja o mais criticamente aclamado, mas There's the Rub foi o primeiro que nós gravamos nos EUA. Cada um (dos discos) tem alguma coisa de especial.

 

Você deixou o Wishbone Ash original no início dos anos 1980 e mais tarde voltou duas vezes para a banda antes de sair definitivamente e formar o Martin Turner's Wishbone Ash. Você tem contato com os outros membros originais do Wishbone Ash? Porque a banda sofreu tantas mudanças de formação ao longo dos anos?

Em 1980 eu não deixei a banda. Foi a banda que me abandonou. O verdadeiro Wishbone Ash existiu durante os anos 1970 e desde então não foi mais a mesma coisa. Sim, eu tenho contato (com eles). Ted (Turner, guitarrista e vocalista da formação original) e Laurie (Wisefield, guitarrista que uniu-se ao grupo em 1974) subiram ao palco recentemente e tocaram comigo há três semanas no Reino Unido. Steve Upton (baterista) estava lá também. Ele não tocou bateria mas subiu ao palco para dizer 'oi'. Foi uma ocasião especial e eu espero que tenhamos uma gravação desse show disponível em alguns meses.

Infelizmente, meu relacionamento com Andy Powell (guitarrista da formação original) não é bom. Ele está tomando medidas legais contra mim por ter a audácia de usar o nome que eu mesmo criei.

 

Você recentemente publicou uma autobiografia, No Easy Road - My Life and Times with Wishbone Ash and Beyond. Como o livro foi recebido pelos fãs?

Parece estar sendo muito bem recebido. Me levou dois anos pra juntar tudo, um trabalho duro.

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