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Marrom e Martinho da Vila antecipam centenário do samba

Depois de Elis Regina e Tom Jobim, empresa de cosméticos promove o gênero com encontro dos cantores, Roberta Sá e Diogo Nogueira

Emanuel Bomfim, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2014 | 16h16

O samba é a bola da vez no rol de homenagens musicais do projeto Viva, promovido pela empresa de cosméticos Nivea. Diferentemente das duas últimas edições, sedimentadas em torno da obra de ídolos da MPB (Elis Regina por Maria Rita, em 2012; e Tom Jobim por Vanessa da Mata, em 2013), os shows gratuitos pelo País serão movidos desta vez pela força de um gênero específico. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça, 4, em São Paulo, foram anunciadas as quatro vozes que terão a missão de resgatar clássicos que deram ao samba o status de expressão máxima de nossa cultura musical. A aposta foi mesclar o antigo e o novo: Alcione e Martinho da Vila surgem como a "velha guarda", enquanto Roberta Sá e Diogo Nogueira entram como representantes da nova geração.

As apresentações, espécie de antecipação do centenário do samba, a ser comemorado em 2016, vão percorrer seis capitais a partir de 16 de março, em Porto Alegre. Todas elas serão montadas em espaços públicos, como praças, parques e orlas de praias. O Rio de Janeiro é o segundo da lista, com show no dia 23 do mesmo mês. Depois vêm Brasília (6 de abril), Recife (13 de abril), Salvador (27 de abril) e São Paulo (27 de maio). A direção artística segue com a produtora Monique Gardenberg. Segundo ela, dezenove músicos constituirão a banda de apoio neste show-tributo, que terá um repertório dividido e inspirado pela temáticas das canções (amor, tristeza e separação, entre outros).

"Sou fascinada pela ideia de que o samba traz um discurso popular, que fala do cotidiano de uma forma simples, das coisas da vida de uma forma simples. Foi a partir deste viés que decidimos homenageá-lo", explica Gardenberg, que conta com o jornalista Hugo Sukman na curadoria do espetáculo. A direção musical é de Alceu Maia. A ausência de representantes paulistas ou baianos entre os protagonistas serão compensadas no roteiro de canções, reforça a produtora. "A gente elegeu o samba como corrente central, em suas diversas linguagens, como o samba de roda, o samba breque, o samba paulista..."

Com seu leque sempre à mão para afugentar o calor, Alcione não escondeu o entusiamo com o projeto, mesmo sem poder contar com sua voz, após o exigente ensaio da Mangueira. "O samba está sempre se renovando. Ele é uma árvore tão frondosa, já deu asas para a bossa nova, para o samba rock, o samba jazz. Você faz tudo com o samba", exalta Marrom. Na visão de Martinho da Vila, o samba vinha meio esquecido nas pautas dos grandes projetos. "Agora ele vem conquistando as pessoas, vide os songbooks do João Nogueira, meu e do Zeca Pagodinho. Eu nem estava querendo muitos shows neste ano, preferia dar um tempo, mas vi que nessa eu tinha que estar."

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