Marisa Monte reúne 150 mil em show no Ibirapuera

O fim de tarde ensolarado atraiu hoje cerca de 150 mil pessoas, segundo a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, para o show da cantora Marisa Monte, na Praça da Paz, no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Foi o segundo evento no local, depois do ato ecumênico pela paz. Já de acordo com a organização do show de Marisa, foram 190 mil pessoas, o que ultrapassaria o público de todos os eventos realizados no parque. O recorde já era da cantora, quando em 97 reuniu ali mesmo 180 mil. As crianças do grupo Meninos do Morumbi abriram o espetáculo às 17 horas. Vestindo um vestido preto com detalhes em vermelho, Marisa Monte subiu ao palco uma hora mais tarde cantando a música "Amor I Love You", do CD Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Seu último trabalho dá nome também a essa turnê, cuja despedida dos fãs paulistanos foi hoje. No disputado show, a cantora incluiu no repertório sucessos como "Arrepio", "O que me Importa", "Não Vá Embora", "Eu Sei" e "Beija Eu". Interpretou também "Eu te Amo, Eu te Amo", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Para encerrar o show, Marisa cantou, com a ajuda do público, seu maior sucesso, "Bem que Se Quis". O cantor e compositor Arnaldo Antunes dividiu o palco com a amiga na música "Paradeiro", que os dois escreveram em parceria. Na canção "A Montanha", também de Roberto Carlos, a cantora pediu amor, paz e fé ao mundo. "Escolhi a canção justamente para este momento e deve ser o que todos nós estamos sentindo", disse. "Que a paz esteja presente na mente de toda a humanidade." Foi no seu último CD, que Marisa conseguiu popularizar seu trabalho. Sem dúvida, por isso o público hoje era bem eclético. Era primeira vez que a empregada doméstica Jovida dos Santos Lemos, de 32 anos, assistia a um show da cantora. "Gosto das músicas da Marisa há seis anos e também coleciono alguns CDs dela", disse. Segundo ela, a melhor música é "Amor I Love You". Para conseguir um bom lugar, Jovida chegou ao parque por volta das 16 horas. Driblando as pessoas que estavam na sua frente, conseguiu chegar até a grade que separa o público do palco. "O show foi muito bom. Valeu a pena ficar espremida na grade."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.