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Marco André e Trio Manari trazem os sons da Amazônia a São Paulo

O repertório terá as cores das diversas matizes que compõem a música regional do Pará, dentro do 'Projeto Planeta Amazônia'

Carolina Spillari, do Estadão.com.br,

25 de janeiro de 2011 | 11h00

O paraense Marco André e o Trio Manari fazem show no Studio SP (Rua Augusta, 591) nesta terça-feira, 25, a partir das 22h. O músico vai apresentar um repertório colorido pelas diversas matizes que compõem a música regional do Pará, sua terra natal, dentro do Projeto Planeta Amazônia. A mistura musical é o segundo nome do artista, com mais de 25 anos de carreira.

 

André começou como cantor romântico e fez sucesso quando gravou Meu Bem, Meu Mal, de Caetano Veloso, para a novela de mesmo nome no começo dos anos 1990. O sucesso fez parte do seu primeiro disco, Olhar e Segredo.

 

Mais de 20 depois, é lançada a coletânea Marco André 20 anos (2002). Logo em 2004, surge Amazônia Groove, eleito pela Froots Magazine um dos melhores discos de 2005. O quarto CD, o Beat Iú (2005) virou DVD em 2008.

 

Hoje em dia, o que faz a cabeça do paraense é a Guitarrada, o Carimbó e os ritmos caribenhos associados a batidas eletrônicas como Tecno, House e Hip Hop (veja glossário abaixo).

 

Todos as variações sonoras deverão entrar no caldeirão do cantor, também compositor, arranjador e instrumentista. A world music também é a praia dele. "Eu adoro ouvir música do mundo inteiro com sonoridade de raiz e elementos da música eletrônica", conta. No entanto, o artista diz que sua base está na Música Popular Brasileira.

 

Além do Studio SP, Marco André se apresenta na quarta-feira, 26, no Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 181 - Vila Madalena), às 21h. No Rio de Janeiro, o show será no sábado, 29, no Espaço Vintage (Rua Gomes Freire, 147 - Centro). No Rio, Marco André deverá lançar um projeto de bloco de Carnaval para desfilar no Rio - o Cbloco - ou Bloco do Caboclo "Muderno".

 

Workshop. Quem quiser aprender mais sobre os ritmos originários do Pará, a dica são as oficinas gratuitas de percussão com o Trio Manari, formado por Nazareno Gomes, Kleber Benigno e Márcio Jardim. Elas acontecem nos dias 26 e 27 de janeiro, às 14h, no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo.

 

 

 

 

Glossário da Música Paraense, por Marco André

 

Conheça abaixo a definição do termos mais usados pelo músico.

 

Brega. Os sons do Calypso e o "tecnobrega" são para a periferia do Pará o mesmo que o funk para o Rio. Por fazer parte do cotidiano dos paraenses, o cantor decidiu fazer um "breguinha" e misturou com o drum'n'bass, que resultou no termo brega'n'bass, cunhado por ele.

 

Carimbó. "É um batuque que tem elementos da dança indígena e influências portuguesas, nas melodias um pouco. Um ritmo afro. É um batuque que vem dos negros", define Marco.

 

Curimbó. É o tambor do Carimbó, feito um troco de árvore, muito pesado. Quem toca geralmente senta em cima.

 

Caixa de Marabaixo. O principal ritmo do Estado do Amapá. A base é feita com o pandeirão, que também faz parte do Bumba Meu Boi do Maranhão.

 

Guitanjo. Instrumento inventado por Marco André com a ajuda de um luthier. A forma e os pedais remetem à guitarra e a sonoridade é do banjo. As cordas são de nylon, da mesma forma que o banjo do Pará é feito, improvisado com linhas de pesca e com o corpo de panela.

 

Guitarrada. De acordo com Marco André, é forte a influência dos ritmos caribenhos no Pará. O cantor conta que nos anos 1940 os lares paraenses sintonizavam as rádios do Caribe e os ritmos ficaram populares. "A guitarra hoje no Pará é um instrumento fundamental em quase tudo com esse sotaque meio caribenho", explica.

 

Lambada. Foi um equívoco a lambada ter sido associada à Bahia e não ao Pará, diz o cantor. "A lambada vem das guitarradas Caribenhas", diz o paraense. Segundo Marco André, a lambada começou quando um radialista tomava um gole de cachaça no ar e dedicava músicas aos ouvintes. "A lambada é um gole de cachaça", esmiúça.

 

 

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