Marcelo D2 se apresenta hoje no Via Funchal

Recentemente, o rapper Marcelo D2passou mais de três meses excursionando por quase toda a Europa,com um show que concentrou mais do repertório de "À Procura daBatida Perfeita" do que outra coisa. Na semana passada, seu novoCD, "Meu Samba É assim", figurava mais uma vez entre osindicados da premiação da MTV, o VMB. Não abocanhou tantostroféus como nos anos anteriores, mas o rapper pareceu não seimportar muito em ter perdido espaço no prêmio para a galera dorock ou do emocore. "Isso é o normal, fiz meu ano. Tem o ano daPitty, do CPM22. Não gosto muito de emocore, ainda mais de bandabrasileira", disse ele, sem rodeios. Levar os méritos por melhorvideoclipe de rap, além de fazer o encerramento da festa, jáficou de bom tamanho. Bola pra frente, D2 está mais interessado nos rumos deseu novo show, "Meu Samba É assim", que estréia nesta sexta-feira no ViaFunchal, em São Paulo. Quanto ao repertório? "Estou organizandoainda, mas a gente vai tocar o máximo de músicas novaspossíveis", antecipa. Ao que tudo indica, a apresentação será dividida em duaspartes: na primeira, com uma luz mais baixa e telão a postos, D2promete uma seleção de canções mais novas desse terceirotrabalho, em que investiga e investe naquele híbrido de samba erap já muito bem recebido em seu CD anterior, "À Procura daBatida Perfeita". Canções como "Gueto" (com a qual levou oprêmio no VMB 2006) e "Pra Que Amor?" não devem ficar de foradesse set de inéditas. Já a segunda parte, com o palco um poucomais iluminado, será dedicada a um repertório de músicas antigas dos tempos de Planet Hemp até "À Procura", como "Vai Vendo","Qual é?", "À Procura da Batida Perfeita", entre outras. "Vireio Acústico de cabeça para baixo e coloquei músicas novas",conceitua. Homenagens a repertórios alheios, nem pensar. D2 achaque tem bastante coisa para falar - e cantar. "Não gosto muitode cover, acho meio chato." O show deve reproduzir algumas participações especiaisconferidas no CD, como de Alcione, num duo virtual, com ajuda dotelão. Alcione é a nova aquisição de D2 em seu rol de amizadescom o povo do samba. O que não significa que ela já não fizesseparte de sua vida antes, nos discos da cantora que a mãe semprebotava para tocar. Seu amigo e companheiro de boteco, o sambistaArlindo Cruz, é presença confirmada, além de Catra, seu mano douniverso rap. O que mostra o bom trânsito do rapper entre osdois universos. Sem mencionar sua banda, uma espécie deorquestra moderna, com baixo, bateria, guitarra, trio depercussão, DJ e Fernandinho Beat Box. Ela ficará ao fundo,iluminada. Outro ponto alto do show, o cenário é assinado porGringo Cardia, cenógrafo renomado dentro da música brasileira.Com Cardia, D2 já havia trabalhado quando estava no Planet Hemp.Mas juntos, em sua carreira-solo, é a primeira vez. Para esseparceria inédita, Cardia idealizou uma ambientação moderna, comintervenções visuais da equipe do Apavoramento Sound System. "Eu estava com idéia de fazer trabalho com vídeo, masnunca achei o momento", diz ele. "O mais importante é a música,mas para um espetáculo numa casa como a Via Funchal um bomcenário faz parte do entretenimento ." Suas próximas paradasserão Ceará, três dias de Canecão, no Rio, e a Região Sul doPaís. Marcelo D2. Via Funchal (6.000 lug.). Rua Funchal, 65, VilaOlímpia, 3089-6999. Amanhã e sábado, 22 h. R$ 50 a R$ 120

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