Marcelo D2 canta na inauguração da Daslu

No palco, Marcelo D2. Nas picapes, DJ King. Na platéia, gente que não faz a mínima idéia do que isso significa. A noite em que o rap entrou em um universo que sempre fez questão de criticar foi antológica. A marca de roupas Mandi fez um evento na Daslu Homem da Vila Nova Conceição e levou como garoto propaganda o insubordinado rapper Marcelo D2. "Não acredito que deva haver preconceito. Toco onde as pessoas querem ouvir minha música", disse o rapper, momentos antes de ser puxado para tirar fotos com belas garotas que se diziam suas fãs. "Está na hora do rap tomar o seu lugar", completou depois. Mas foi de Thaíde a frase da noite. Enquanto esperava sua hora de subir ao palco, explicava que estava ali porque os rappers não devem ficar em favelas choramingando suas mazelas. "Queremos ter o que todo mundo tem, e temos de ir atrás disso." Sua experiência ali será válida no momento de compor novas músicas. "Temos de conhecer bem o inimigo que combatemos." O show começou e ainda bem que ninguém entende o que Marcelo D2 canta. Vez ou outra soava algo torto contra "a burguesia", mas havia ali um pacto implícito do tipo "eu finjo que gosto de vocês e vocês fingem que gostam de mim". No final, todo mundo gostou.

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