Maratona do Skol Beats reúne 50 mil

Era para ser uma festa redonda, mas acabou sendo a festa da muvuca. Cerca de de 50 mil pessoas, segundo a organização, estiveram no Skol Beats, festival de música eletrônica que começou na noite de sábado e varou a manhã de domingo no Anhembi, em São Paulo. Eram cerca de 6 mil pessoas a mais do que no ano passado, o que superlotou o espaço e provocou desconforto. Em sua 5.ª edição, o Skol Beats amargou alguns contratempos consideráveis: além da baixa inesperada de uma de suas principais estrelas, o DJ Sasha (substituído pela dupla do Basement Jaxx), também teve de remanejar às pressas John Acquaviva, que perdeu o vôo e chegou mais tarde para a festa. Antes do início da mostra, os DJs C1 e Agoria também cancelaram sua vinda.Com o sambódromo cercado por um muro de madeira compensada (que deixava apenas um naco de calçada e empurrava o público perigosamente para o tráfego da Avenida Olavo Fontoura) e uma triagem rigorosa (todos tinham de apresentar documento de identidade e passar pela revista policial), o festival acabou sendo palco de filas quilométricas, que fazia as pessoas gastarem até 1h30 para entrar na passarela do samba. Os últimos ingressos foram vendidos à 1 hora da manhã.Do lado de dentro, outros dissabores aguardavam o público. O excesso de público fazia com que algumas atrações se tornassem apenas um sonho distante - pouca gente conseguiu entrar na coalhada tenda Movement e ver e dançar com o DJ Marky (que o display eletrônico identificava como Marck), que se apresentou à 1 hora. A unanimidade da mostra foi o grupo inglês Basement Jaxx, que salvou a noite com um vigoroso híbrido de música negra (funk, especialmente) e eletrônica - em certos momentos, soava como um grupo de baile funk carioca, um MC Serginho com algumas Lacraias vitaminadas.

Agencia Estado,

26 de abril de 2004 | 10h34

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