Manaus dá mais uma chance a "Tristão e Isolda"

Foram quase 20 anos de ausência, até que na semana passada Tristão e Isolda voltou aos palcos brasileiros, no Municipal do Rio, em discutida montagem de Gerald Thomas. A ópera de Wagner, no entanto, ganha uma nova chance em novembro, para quando está sendo anunciada uma nova produção do Teatro Amazonas, em Manaus, capitaneada pelo maestro Luiz Fernando Malheiro e pelo diretor William Pereira.A montagem se insere no contexto dos recentes acontecimentos envolvendo o Teatro Amazonas. De um lado, é um ponto a mais no projeto de produzir óperas de Wagner, o que já vem sendo considerado uma marca do teatro manauara com a montagem, durante o festival de ópera, do ciclo O Anel do Nibelungo. De outro, é exemplo da tentativa de criar uma programação forte também fora do festival, com uma série de concertos que este ano tem a participação de artistas como os pianistas Nelson Freire e Jean-Louis Steuermann.Não será a primeira vez que a dupla Malheiro/Pereira trabalha junta. É deles, por exemplo, a produção das Bodas de Fígaro, de Mozart, também estreada em Manaus há três anos. Ao lado deles estará um elenco composto, até agora, pelo tenor Eduardo Álvares, que cantou Siegmund na Valquíria, no ano passado, no papel de Tristão; a soprano Nina Warren, a madrasta da montagem da Jenufa em cartaz no Teatro Municipal de São Paulo, como Isolda; a meio-soprano Mariana Cioromila, que vai repetir o papel de Brangaene, que ela canta atualmente na montagem carioca.

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