Omar Cruz
Omar Cruz

Maná vive entre paixões, pop e a reforma migratória

Atração do Rock in Rio USA, banda mexicana volta a apostar na guitarra e no amor em seu disco ‘Cama Incendiada’

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

07 Maio 2015 | 20h37

 Uma cama em chamas no meio do deserto estampa a capa do novo disco da trupe mexicana Maná, certamente a banda de rock mais bem-sucedida do México, dentro e fora do país de origem. É o amor, que tanto povoou as canções cantadas por Fernando “Fher” Olvera desde o álbum de estreia, lançado há quase 30 anos. “É a representação de como o amor pode queimar e machucar. Tem muita paixão. A cama representa o amor e o fogo é a paixão. O amor é ótimo, é bom tê-lo, e não importa se ele queimar você, valeu a pena”, explica o vocalista do grupo de 55 anos. 

A ideia da capa de Cama Incendiada nasceu de uma experiência própria de Fher. Ao viver uma paixão intensa nos dois últimos anos e, em 2015, chegar ao divórcio. “Isso, a canção Cama Incendiada e a capa do disco, representam a minha vida nos últimos tempos”, diz. “Você também pode pensar na cama como uma representação da vida. A cama é onde você nasce ou é concebido, é onde você mesmo se reproduz na vida adulta. É na cama onde você morre.” 


A banda mexicana é uma das atrações da primeira edição norte-americana do Rock in Rio, realizada em Las Vegas, nos dois próximos fins de semana. A banda integra a seleção do “fim de semana do rock”, nos dias 8 e 9 deste mês, ao lado de No Doubt, Metallica e Linkin Park, e ocupa um lugar de destaque no palco principal do evento. O grupo foi um dos mais pedidos de acordo com as pesquisas realizadas pela organização do festival. 

Fher conta que aproveitará a nova turnê pelos Estados Unidos para divulgar suas ideias com relação à reforma migratória promovida pelo governo norte-americano para legalizar os imigrantes ilegais no país. Para isso, ele contará com a canção Somos Más Americanos, uma regravação do grupo Los Tigres Del Norte, cujo timing parece perfeito. “Somos todos deste continente, a América. É uma forma de dizer aos gringos: ‘Não me trate mal, estou aqui para trabalhar, dividir’”, conta. “É curioso, porque essa terra (Estados Unidos), é criada por imigrantes. Foi o que eu disse pessoalmente ao (presidente Barack) Obama.” 

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