EFE/Danny Clinch/MoPOP
EFE/Danny Clinch/MoPOP

Maior exposição sobre a história do Pearl Jam é aberta em Seattle

'Pearl Jam: Home & Away' reúne letras originais, instrumentos icônicos, trajes, cartazes, camisetas e outros materiais para contar a trajetória da banda

Tania Cidoncha, EFE

14 de agosto de 2018 | 10h36

SEATTLE — O Museu de Cultura Pop (MoPOP) de Seattle inaugurou no dia 11 a exposição Pearl Jam: Home & Away – a mais completa mostra já organizada sobre a famosa banda de rock nascida nessa cidade do noroeste dos EUA nos anos 1990 e ainda ativa.

“O Pearl Jam continua fazendo uma música incrível e enchendo estádios no mundo todo. É uma banda que faz sucesso há 28 anos e previsivelmente continuará encantando com sua música o mundo pop do futuro”, diz o curador do MoPOP, Jacob McMurray. 

A exposição, que estará aberta ao público até o início de 2019, foi montada pelo museu em colaboração com o videógrafo e arquivista da banda, Kevin Shuss, e dos fãs do Ten Club. 

Enquanto percorre a história e a carreira do grupo, o visitante vai contemplando objetos dos músicos da banda expostos numa réplica do armazém do Pearl Jam em Seattle construída especialmente para a exposição. A mostra acompanha a trajetória do conjunto desde o início, quando foi um dos expoentes do Seattle Sound e do fenômeno grunge, até sua consagração como uma das bandas mais populares e veneradas do mundo.

“Ao trabalhar com o Pearl Jam na exposição, nos inspiramos em sua sede em Seattle, que é justamente um armazém cheio de centenas de instrumentos, partituras, cartazes e praticamente todo o material da banda reunido durante mais de três décadas”, diz McMurray.  

“Decidimos criar uma versão do armazém na qual os fãs poderão ver quase 500 objetos, trajes, obras de arte originais, cartazes, camisetas, listas de músicas, letras originais e outros materiais nunca vistos pelo público. Queremos homenagear o passado, o presente e o futuro de uma das maiores bandas do planeta”, afirma o curador.  

Após dez álbuns de estúdio e centenas de shows, a banda continua aclamada pela crítica desfruta de um sucesso confirmado por mais de 85 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. 

Objetos da exposição sobre o Pearl Jam

A exposição mostra de forma cronológica os objetos colecionados desde que a banda tocava em bares de Seattle até quando passou a lotar estádios mundo afora. Lá estão raridades como uma nota escrita de próprio punho pelo presidente Barack Obama “ao amigo Eddie” e os nostágicos cartazes do primeiro concerto do Pearl Jam, em 22 de outubro de 1990 no Off Ramp Cafe, de Seattle.

“É impossível eleger uma peça como a mais representativa de tudo que é mostrado”, diz McMurray, “pois há coisas geniais em demasia”. Ele menciona outros destaques as letras originais que aparecem na capa de Ten, o primeiro álbum, a guitarra acústica que Jeff Ament usou em Jeremy e dezenas de cadernos de letras do vocalista Eddie Vedder.

Há também uma estátua de bronze em tamanho natural em homenagem ao cantor Andrew Wood, da banda Mother Love Bone, encomendada por Jeff Ament, a fita demo Momma-Son, que garantiu a Vedder posto de vocalista, e demos originais do segundo guitarrista e fundador, Stone Gossard, entre outras “peças incríveis”. 

O Ten Club, formado por fãs do Pearl Jam, organizou dias atrás uma festa no museu com projeções exclusivas. O fã clube nasceu dos despojos do Mother Love Bone Earth Affair, uma organização de fãs fundada em 1990, com a ideia de criar uma comunidade em torno da banda. 

 A icônica banda de Seattle caracteriza-se pela tendência a assumir compromissos sociais, a fugir das normas, recusando-se a fazer vídeos comerciais e boicotando a empresa de ingressos Ticketmaster, e a defender mais conscientização social e política.

Após cinco anos sem tocar em Seattle, a banda deu neste mês dois concertos sob o tema “shows domésticos”. Os concertos, nos dias 8 e 10 no estádio Safeco, foram a peça central na campanha de levantamento de fundos que a banda, em colaboração com outras organizações, está promovendo para ajudar a combater a falta de moradias acessíveis na área de Seattle. Até agora, já foram arrecadados mais de US$ 12 milhões. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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