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Mahmundi dribla o frio e promove catarse oitentista no Vento Festival, em SP

Cantora fez show enérgico com músicas de seu primeiro álbum

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2016 | 10h58

ILHABELA - Por trás da avalanche de sintetizadores oitentistas dos mais variados tons há uma voz potente. Mahmundi, uma das principais atrações da primeira noite do Vento Festival, realizado em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, soube, com precisão, equilibrar seu show. Ora com a guitarra na mão outra concentrando-se em alcançar cada nota vocal de maneira impetuosa, a jovem Marcela Vale, 29, driblou o frio de 12 graus ao executar as canções calorosas de seu primeiro disco, o homônimo Mahmundi, lançado em maio. "Que bom que vocês estão aqui. Fico feliz. A Ivete Sangalo fala isso no seu DVD ao vivo. Ela é minha grande inspiração", brincou ela, quebrando, literalmente, o gelo da fria noite de quinta-feira.

A carioca, que compôs e produziu o próprio trabalho, mostrou porque é uma das grandes apostas da música brasileira para 2016. Se as composições do elogiado Mahmundi poderiam ter algum tipo de problema na hora da execução ao vivo, a jovem tratou de quebrar de uma vez por todas tal desconfiança. Repetiu em alto e bom som o que já havia feito no Mirante 9 de Julho, no domingo passado, no show de lançamento do disco. "Façam como essa criança e venham aqui para frente", disse, chamando o público para mais perto do palco. "Precisamos de jovens assim no Brasil", brincou mais uma vez.

As luzes do show de Mahmundi deram o tom oitentista derradeiro à sua performance. De Hit, passando por Vem e Leve, a cantora não tem vergonha de estampar no peito suas influenciais, que vão de Phill Collins a Nina Simone. "E agora chegou aquele momento em que eu apresento a minha banda. Todos são velhos e pertencem aos anos 1980", gargalhou. "Esse foi nossa segunda apresentação do novo disco. Com o tempo vamos aprimorando as coisas, mas a base é essa", afirmou à reportagem do Estado após o show.

Mais cedo, quem abriu a segunda edição do Vento foi Samuca e a Selva. Com uma performance dançante e que misturou vários ritmos, o repertório foi do afrobeat, passando pela música latina e a salsa, chegando até o nordeste com sons do baião, carimbó e cumbia. A banda acaba de lançar seu primeiro disco, Madurar.

Russo Passapusso, um dos expoentes da nova geração da música popular brasileira produzida na Bahia, encerrou as apresentações do palco principal. Acompanhado por Curumin, Saulo, Zé Nigro, Lucas Martins, Ed Trombone e Mauricio Bade, todos nomes de peso, o show

de Russo foi pautado no disco Paraíso da Miragem, lançado em 2014. Por volta da 1h a sensação térmica na praia do Pereque era de 7 graus.

Mais festival. O projeto Salada das Frutas, formado por Liniker, Rico Dalasam e As Bahias e a Cozinha Mineira, também promete uma apresentação enérgica e politizada nesta sexta-feira, 10, às 21h30. Karina Buhr e Johnny Hokker tocam no sábado, 11, a partir das 20h30. A banda O Grande Grupo Viajante, que faz uma mistura de ritmos bastante interessante, toca às 16 horas no domingo, 12, e, ao lado de Bruno Morais, encerra o evento.

VENTO FESTIVAL

Praia do Perequê. Ilhabela. Dias 9, 10, 11 e 12 de junho. A partir das 19 h. Entrada gratuita

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 10

20h10 - Jaloo

21h20 - Salada das Frutas  (Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira e Rico Dalasam)

Sábado, 11

20h30 - Karina Buhr

23h30 - Johnny Hooker

0h30 - Lay 

Domingo, 12

17h - O Grande Grupo Viajante

18h - Bruno Morais 

* O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

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