Lisi Niesner/Reuters
Lisi Niesner/Reuters

Maestro Gergiev é pressionado para se posicionar sobre guerra na Ucrânia

Próximo do presidente Putin, russo é um dos mais respeitados regentes do mundo

AFP, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2022 | 17h56

O prefeito de Munique pediu nesta sexta-feira (25) que o diretor da Filarmônica desta cidade alemã, Valery Gergiev, considerado amigo próximo do presidente russo, Vladimir Putin, se distancie da invasão russa da Ucrânia para manter seu emprego. 

"Pedi a Valery Gergiev que se distanciasse clara e categoricamente da guerra brutal travada por Putin contra a Ucrânia e agora contra nossa cidade gêmea de Kiev", disse o prefeito da cidade bávara, Dieter Reiter, em um comunicado. Se Gergiev "não tomar uma posição clara até segunda-feira, não poderá continuar como diretor da orquestra filarmônica", alertou. 

Valeri Gergiev conduz esta orquestra desde 2015. O famoso maestro foi afastado no último minuto de uma série de apresentações neste fim de semana no Carnegie Hall, um local de prestígio em Nova York. "Esta mudança se deve a eventos recentes no mundo", disse um porta-voz do Carnegie à AFP na quinta-feira. Teatro alla Scala, em Milão, também pediu que ele defendesse publicamente uma "solução pacífica" para o conflito e ameaçou cancelar duas apresentações marcadas para 5 e 13 de março. 

Diretor-geral do prestigiado Teatro Mariinsky em São Petersburgo, Valeri Gergiev, 68 anos, é um dos maestros mais requisitados do mundo. Até agora, ele não comentou sobre os eventos recentes. Sua proximidade com Putin, que ele conhece desde 1992, e sua lealdade ao presidente russo após a anexação da Crimeia em 2014, além de suas apresentações na Ossétia do Sul bombardeada (uma área pró-russa da Geórgia) e em Palmira, na Síria, em 2016 geraram polêmica na última década.

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