Maestro Daniel Barenboim, agora cidadão israelense e palestino

Regente chega a SP para série de concertos e critica intervenção americana na luta entre Israel e Palestina

João Luiz Sampaio,

19 de maio de 2008 | 10h48

O maestro e pianista argentino Daniel Barenboim criticou nesta segunda, 19, pela manhã, em sua chegada a São Paulo, a intervenção americana na luta entre Israel e Palestina. "A briga entre Israel e Palestina é uma questão humana, de dois povos que acreditam ter direito à mesma terra. A presença americana é danosa ao transformar essa oposição em uma questão política, econômica e militar", disse em entrevista ao Estado.          Naturalizado israelense, Barenboim recentemente recebeu a cidadania palestina em reconhecimento à sua luta pela união dos dois povos, encarnada na criação, ao lado do pensador árabe Edward W. Said, do projeto Divã Ocidental-Oriental, orquestra formada por jovens músicos israelenses e árabes.            "A questão é muito simples, há duas opções: ou vivem todos juntos em um só Estado ou se criam dois Estados com fronteiras abertas. Não há outro caminho possível para a convivência". Barenboim está em São Paulo para uma série de concertos em que vai comandar a Staatskapelle de Berlim, na Sala São Paulo. A primeira apresentação ocorre no domingo, parte da temporada da Sociedade de Cultura Artística.

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