Mãe do menino que acusou Jackson alega inocência

A mãe do menino que iniciou o julgamento por abuso sexual contra Michael Jackson se declarou inocente de ter mentido sobre sua situação financeira ao Departamento de Serviço Social da Califórnia, informaram fontes judiciais nesta terça-feira. A mulher, de 37 anos, compareceu perante a Corte Superior de Los Angeles um dia antes da audiência prevista para 7 de setembro, e se declarou inocente das cinco acusações de mentir, para obter ajuda do Estado. A mãe do menino que acusou Michael Jackson deverá voltar à corte em 28 de outubro em audiência que determinará se há evidências suficientes para um julgamento contra ela. Sua advogada, Patricia J. Hattersley, negou-se a fazer comentários sobre o caso. A mulher - testemunha-chave do julgamento contra Jackson - é acusada de quatro crimes de perjúrio, ao solicitar ajuda estatal com informações falsa, dadas sob juramento, e uma acusação de obter ajuda através de mentiras. Segundo o processo, os supostos crimes teriam ocorrido entre novembro de 2001 e março de 2003. Neste período, ela recebeu cerca de UU$ 19 mil dólares de ajuda do estado da Califórnia. Os supostos crimes saíram à luz em fevereiro passado, durante o julgamento contra o astro pop. Segundo o processo, foi um funcionário do Departamento de Serviço Social Público quem teria investigado o engano. Os advogados de Jackson apresentaram evidências durante o julgamento do cantor de que ela e sua família tinham recebido US$ 150 mil dólares de uma rede de lojas - como parte de um acordo extrajudicial - enquanto se declararam indigentes ao Estado. Jackson foi considerado inocente em junho passado das dez acusações que pesavam contra ele, entre elas a de abuso sexual de um menor e de conspiração para seqüestrá-lo. Durante o julgamento, a mulher, mãe de quatro filhos, invocou uma emenda constitucional para nada declarar sobre o assunto.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2005 | 20h11

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