Madonna se reinventa e confunde os biógrafos

Mais uma biografia sobre a cantora Madonna será lançada, em 16 de agosto. Escrita pelo jornalista inglês Paul Mathur, a obra recebeu o título de Madonna: A Biografia Definitiva (Omnibus Press, 450 págs.). Mas ´definitiva´ é um adjetivo que não combina com a estrela, que vai completar 46 anos na data do lançamento, quer ser chamada de Esther e está viajando pelo mundo com a turnê Re-Invention (Re-Invenção). O novo livro vai para as estantes ao lado de outros 18, entre biografias autorizadas ou não e ensaios fotográficos sobre a artista. Em sua biografia sobre a cantora, escrita em 2001 e lançada no Brasil no ano passado, o jornalista americano J. Randy Taraborrelli usou a palavra ´definitiva´, acreditando que Madonna, ao completar 20 anos de carreira e realizada tanto na vida profissional quanto na pessoal, havia sossegado o facho. Um ano antes, ela havia se casado com o cineasta Guy Ritchie numa cerimônia tradicional num castelo escocês. Tornou-se mãe de Rocco e passou a morar em Londres, numa casa avaliada em cerca de R$ 31 milhões. Abraçou tendências da nova era, como ioga, meditação budista e dieta macrobiótica. Com o lançamento de seu 12.º disco, Music, viajou pelo mundo com a turnê Drowned World. Em 2002 foi a vez de Andrew Morton, o jornalista inglês que se tornou mundialmente conhecido por lançar em 1992 a biografia da princesa Diana. Cauteloso, Morton dirigiu o foco de seu livro Madonna no passado da material girl e buscou nas origens da cantora as explicações para as atitudes impulsivas. Morton colocou o ponto final de sua obra no idílico casamento e sua pacata vida em Londres. Mas tanto a biografia de Morton quanto a de Tarraborreli estão defasadas e podem ser compradas em promoção no site da Amazon Book por R$ 47, as duas. Já a de Mathur, também conhecido por contar em livro a história das bandas Oasis e Fun Loving Criminals e do cantor e compositor Elvis Costello, já está anunciada na livraria Cultura, como produto importado, por R$ 165. O autor tem a vantagem de incluir a mudança de nome da cantora. Este mês ela anunciou que quer ser chamada de Esther. Para ela, o nome Madonna, o mesmo de sua mãe que morreu de câncer quando a cantora tinha 5 anos, é carregado de energias negativas, segundo a cabala, o misticismo judaico. Também vai constar do livro, a carreira de autora de livros infantis. Mas atenção: essa identidade pode mudar a qualquer momento.

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