Madonna se junta a coro de críticos contra prisão de Pussy Riot

Madonna, que já expressou seu apoio à banda punk russa Pussy Riot, uniu-se neste sábado ao coro de celebridades que criticaram a sentença de prisão decretada em Moscou a três mulheres do grupo por causa de um protesto contra o presidente Vladimir Putin.

Reuters

18 de agosto de 2012 | 17h05

"Eu protesto contra a sentença e condenação da Pussy Riot a uma colônia penal por dois anos por uma performance de 40 segundos que exaltou suas opiniões políticas", disse Madonna por meio de comunicado enviado à imprensa.

Nadezhda Tolokonnikova, 22, Maria Alyokhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 30, foram condenadas por um tribunal russo por vandalismo motivado por ódio religioso. Elas encenaram uma "oração punk" na Catedral de Cristo o Salvador de Moscou, na qual pediam à Virgem Maria que livrasse a Rússia de Putin.

A sentença de dois anos dada às três mulheres na sexta-feira provocou indignação fora da Rússia, mas no país pesquisas mostraram que poucos russos solidarizaram-se com elas.

A juíza Marina Syrova disse ao tribunal de Moscou na sexta-feira que "as ações das garotas foram sacrílegas, blasfemas e infringiram as regras da igreja". Ela rejeitou o argumento de que as garotas não tinham a intenção de ofender os fiéis ortodoxos russos.

Madonna já havia expressado seu apoio à banda depois que suas integrantes foram presas.

Em seu último comunicado, a cantora norte-americana disse que a sentença de dois anos era "dura demais e, na verdade, desumana".

"Elas já passaram tempo suficiente na cadeia. Peço a toda Rússia que deixe a Pussy Riot livre", ela disse.

Na sexta-feira, a chefe da política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse que as sentenças dadas às mulheres eram "desproporcionais" ao crime e nações europeias e os Estados Unidos expressaram críticas similares.

O mesmo fez o roqueiro canadense Bryan Adams, o ator Adrian Grenier e o baterista do Black Keys, Patrick Carney, que prometeu não tocar na Rússia devido ao que ele descreveu como prática do país de "prender músicos inocentes por se expressarem pacificamente". Os cantores britânicos Sting e Paul McCartney também mostraram apoio à banda.

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