Madonna entra no "Guinness" como a cantora mais bem paga

Madonna ganhou cerca de 40 milhões de euros em 2004 e entrou no livro "Guinness" como a cantora mais bem paga do mundo. A artista norte-americana conseguiu superar o recorde de Britney Spears, que ocupava o posto desde 2001.O cantor britânico James Blunt e a banda Arctic Monkeys também aparecem no livro, que registra 2.244 recordes do ano de 2005.Enquanto o álbum "Back to Bedlam", de James Blunt, foi o disco mais vendido no Reino Unido em 2005, com 2.368 milhões de cópias, o trabalho de estréia dos Arctic Monkeys foi o que mais vendeu em seu dia de lançamento, com 113 mil discos vendidos em sua estréia, e 363.735 na primeira semana.A escritora J.K. Rowling, autora da série "Harry Potter", mantém o recorde de escritora infantil com maior salário - ela ganha, por ano, aproximadamente 51,3 milhões de euros.Já "King Kong", de Peter Jackson, transformou-se no filme mais caro da história, com um orçamento de cerca de 162 milhões de euros.O diretor do "Guinness", Craig Glenday, destacou a grande variedade de recordes contidos no livro. "Temos uma mistura de tudo, desde esportes originais até notícias sérias e políticas", disse Glenday.O livro, que contém mais de 4 mil recordes clássicos e atuais, é publicado em mais de 100 países e em 23 idiomas."As pessoas têm um impulso primário de chegar mais longe. Não é justo dizer que elas o fazem para ter seus 15 minutos de fama", explicou o diretor.Em 9 de novembro será realizada a segunda edição do dia dos recordes do "Guinness" - até lá, pessoas de todo o mundo tentarão bater recordes em diferentes categorias. Dias antes de Madonna encerrar a turnê "Confessions" no Estádio de Tóquio, no Japão, no dia 21 de setembro, a revista "Billboard" publicou que, com o turnê, a cantora tinha obtido o maior rendimento já obtido por uma intérprete feminina.PolêmicaA cena em que Madonna é crucificada no show turnê "Confessions" causou polêmica entre católicos e ortodoxos. O arcebispo católico de Moscou, Tadeuz Kondrusiewicz, pediu "encarecidamente" para que ela não se crucificasse na apresentação em Moscou, na Rússia. A pop star manteve, no entanto, a encenação. Poucos dias antes do concerto em Moscou, que aconteceu no dia 12, cerca de 100 radicais ortodoxos se manifestaram na praça Pushkin de Moscou para pedir uma "nova inquisição", com o propósito de lutar "contra a profanação dos cruzamentos, dos ícones e da simbologia da ortodoxia russa". A União de Porta-bandeiras Ortodoxos disse que faria o possível para cancelar o show de Madonna, acusado por alguns de "sacrilégio".A diva irritou também os católicos quando foi apresentar o show em Roma. "Crucificar-se na cidade do papa e dos mártires é um ato de hostilidade", disse em tom de condenação o cardeal Ersilio Tonini, segundo publicou o jornal "La Stampa". "É um escândalo criado inclusive por comerciantes astutos para atrair publicidade". Madonna respondeu às críticas com provocação: convidou o papa Bento XVI para conferir sua performance.Líderes muçulmanos e judeus também criticaram o ato. "Não é a primeira vez que Madonna monta um show como este. Nós deploramos. Acreditamos que é de mau gosto", disse Mario Scialoja, presidente da Liga Mundial Muçulmana na Itália.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.