Madonna chega ao Rio e já está em Copacabana

Cantora chegou no início da manhã desta sexta; popstar se apresenta no Maracanã no domingo e na segunda

Ricardo Valota - estadao.com.br ,

12 de dezembro de 2008 | 09h44

A cantora Madonna já está no Brasil. A popstar chegou ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 12, às 5h40, vinda do Chile, e foi direto para o hotel Copacabana Palace, em Copacabana, zona sul da cidade, onde ocupa o sexto andar. Ela chegou embaixo de chuva, entrou pela garagem lateral do hotel, na rua Rodolfo Dantas. Apenas seis fãs estavam de plantão na porta do local, na esperança que a rainha do pop acene da varanda da sua suíte. Segundo informações do Copacabana Palace, é a mesma suíte usada pelos integrantes dos Rolling Stones na última vez em que estiveram no Brasil. Até a entrada do hotel, a cantora chegou com forte esquema de segurança, composta por vários policiais civis, militares e federais.     Veja também: Madonna pode visitar projeto social em favela do Rio Fila para ver Madonna no Morumbi tem dono Sem barracas, fãs de Madonna permanecem no Morumbi Especial: A controversa Madonna    Assim como na noite de quarta-feira, a rainha do pop mesclou em seu repertório do último show no Chile músicas do novo álbum, Hard Candy, com hits como Into the Grove, Vogue e Like a Prayer, para o delírio das cerca de 75 mil pessoas que assistiram ao show. Além disso, Madonna surpreendeu os presentes no Estádio Nacional ao aparecer durante a passagem de som, cerca de quatro horas antes do show, para cantar alguns trechos de músicas com o público que já enchia o local.   O Rio recebe em um jato particular o maior e mais rentável negócio do show biz na atualidade. Após seus dois shows para cerca de 140 mil pessoas no Estádio Nacional de Santiago, Madonna já reuniu até agora mais de 400 mil pessoas na América do Sul - foram 262 mil na Argentina e serão mais 350 mil pessoas no Brasil, um número recorde para uma única turnê na região, quase 800 mil pessoas.   Só para se ter uma idéia: a arrecadação da turnê de Madonna no Chile rendeu US$ 10 milhões, o dobro do que o U2 arrecadou em 2006. O primeiro show no Maracanã será o 54º da cantora nessa turnê, e quando ela estiver encerrando do 58º, no Estádio do Morumbi, terá faturado mais de US$ 260 milhões, a mais bem paga turnê da história - feito que coloca a empresa Live Nation numa posição ímpar no mundo musical, após as contratações das turnês de Madonna, Jay-Z e U2.   No Rio, a cantora poderá estar pela primeira vez desfilando acompanhada, segundo fortes rumores, de seu novo namorado, o jogador de beisebol Alex Rodriguez, o A-Rod, de 33 anos, do New York Yankees. Ela também está viajando acompanhada dos filhos, Lourdes Maria, Rocco e David Banda, que é adotivo.   Madonna provoca também efeitos colaterais: no Chile, a polícia prendeu na terça em Renca quatro sujeitos com 13 quilos de maconha, que estavam sendo levados para serem comercializados durante o show da cantora. Políticos, jogadores de futebol, prefeitos, governadores, presidentes: todos querem estar perto de Madonna. Estavam no Estádio Nacional o tenista Fernando Gonzalez, o prefeito Pablo Zalaquett, os deputados Fulvio Rossi e Marcelo Dias, entre outros.   Mas nem todo mundo esteve em êxtase: o cardeal emérito de Santiago, Jorge Medina, acusou Madonna de provocar um "entusiasmo louco", um "entusiasmo de luxúria", condenando a pecaminosa agitação que a cantora provoca. Medina (que fez o pronunciamento durante uma missa em homenagem ao general Pinochet, de triste memória) deve se referir ao sexo casual que Madonna simula com sua guitarra (fumando um cigarro imaginário depois), ou à masturbação de mentirinha que ela encena, com a mão por dentro do shorts, ou a cópula de brinquedo que faz no chão com um bailarino.   Madonna imaginou seu show como um quarto de espelhos, no qual suas múltiplas personas criadas durante 25 anos de show biz se estilhaçam, são destruídas e depois são reorganizadas como num passe de mágica. Os quatro shows de Buenos Aires foram filmados por Nick Wickham, e o resultado vai virar um DVD (não está definido de Wickham também não estará trabalhando no Brasil.)     (Com Jotabê Medeiros e Marcia Vieira, de O Estado de S. Paulo, e Efe)   Matéria atualizada às 10h37

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