Macy Gray lança álbum de altos e baixos

Quando foi apresentada ao mercado em1999 como uma "nova Lauryn Hill", Macy Gray ganhou maisatenção por conta de seus cabelos desgrenhados e atitudedesleixada do que por sua música. Dois anos depois, o mundo popadotou a cantora americana pela personalidade, mas reconheceuseu talento em hits como I Try. Agora ela está de volta com o disco The id, em que tentaprovar que seu trabalho tem substância - uma tarefa que não éfácil para uma cantora de voz peculiar, com bom gosto para aprodução, mas de talento apenas razoável na composição.Com o mundo pop dominado por nomes sem o menor sinal de talentoe com o aparecimento de vários clones da própria Gray, é mais doque justo que ela tenha espaço no pop. Poucos artistasatualmente conseguem emplacar misturas tão boas de sonoridadesretrô e reembalar o funk e o hip hop em um trabalho pop dequalidade. O processo criativo da artista (consumidora assumidade maconha) é tão caótico que produz momentos bem distintos -alguns brilhantes e outros que chegam perto, mas nãoimpressionam.Assim é The id. Com participações de nomes como Erykah Badu,o rapper Mos Def e a cantora Sunshine Anderson (que foi lançadano mercado por Gray), o disco é mais ousado e moderno do que boaparte dos trabalhos recentes de cantoras negras nos EstadosUnidos. Mas, assim como On How Life Is, o trabalho deestréia dela, há uma série de altos e baixos, principalmente nasmelodias, que, em alguns momentos perdem a chance de se tornarbrilhantes por excesso de uma aparentemente programadaesquisitice.Se a sonoridade deve agradar mais a quem tem uma queda porPrince, Isaac Heyes e Sly & the Family Stone, o clima geral dotrabalho é moderno e sofisticado. A personalidade de Gray -presente na estética de seus clipes e nas aparições em prêmios eeventos do mundo pop - aparece bastante nas letras de Theid.

Agencia Estado,

18 de setembro de 2001 | 17h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.