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Lucas Santtana mostra novo CD em show que faz apanhado de sua carreira

'O Deus Que Devasta Mas Também Cura', seu novo trabalho, foi apresentado em meio a releituras de músicas antigas

Paula Carvalho, estadão.com.br

31 de março de 2012 | 13h11

O baiano Lucas Santtana fez nesta sexta-feira, 30, no teatro do Sesc Vila Mariana, o primeiro show do seu quinto disco, O Deus Que Devasta Mas Também Cura. Lançado no final de fevereiro, o CD foi apresentado em meio a releituras das músicas mais antigas do compositor. Já as novas canções foram ensaiadas para que soassem como no disco.

"O CD tem um clima de que foi gravado ao vivo: não usamos metrônomo, e tentamos deixar os arranjos bem orgânicos. Quisemos reproduzir isso no show", disse Lucas em entrevista pelo telefone. Já na primeira música do show - O Deus Que Devasta Mas Também Cura -, que abre e dá nome ao disco, foi possível perceber a organicidade criada pela banda Seleção Natural, que acompanha Lucas. O maestro Letieres Leite, que participou das gravações, também ajudou a construir a sonoridade, tocando sax e flauta em cima dos samples de sopro de algumas canções.

Duas fileiras de holofotes ao fundo do palco faziam, ao mesmo tempo, parte da iluminação e do cenário do show: cresciam e iluminavam mais conforme as músicas chegavam no refrão, como em Músico, ou brilhavam como no dia de sol de Dia de Furar Onda No Mar. Essa última, feita em parceria com o seu filho Josué Santana, traz os significados que ele acreditava que as palavras tivessem: "Réveillon é o nome de uma empresa" ou "contemporâneo é alguém sem coração".

Nas músicas instrumentais (Recado para Pio Lobato e Deixe o Sol Bater), a Seleção Natural reforçava o clima de um dia ensolarado. Mas também houve espaço para pouca luz e arranjos mais intimistas - com destaque para Night Time in the Backyard, que ganhou uma interpretação emocionada do cantor.

 

 

Lucas disse em entrevistas que O Deus... começou a ser composto depois do fim do seu casamento, e que as músicas começaram a surgir a partir das letras, como não acontecia nos seus discos anteriores. No show, o roteiro parece obedecer apenas em parte a essa regra do novo disco: apesar das letras fortes, a música comanda parte do espetáculo - passa pelas aparelhagens de Belém, pelo samba, ska e pelo reggae - e mostra que está conectada com o seu tempo.

Ao comentar o set list do espetáculo, ele disse que incluiu De Coletivo ou de Metrô, "uma música antiga que as pessoas sempre me pediam, e que desta vez consegui encaixar". A canção, lançada no seu disco de 1999, era atualizada não só com novos arranjos, mas na própria letra: ele cantava agora o P2P ao invés da "rede BSB". Mas o refrão seguia o mesmo: "Posso morrer de amor / Vem me ver" - e parecia a síntese do show: Lucas se mostra contemporâneo, mas nem um pouco ‘sem coração’, como o seu filho Josué acreditava que a palavra significava.

Set list:

O Deus Que Devasta Mas Também Cura

Músico

Deixe O Sol Bater

Who Can Say Which Way

É Sempre Bom Se Lembrar

Cira, Regina e Nana

Dia de Furar Onda no Mar

Recado Para Pio Lobato

Ela é Belém

Jogos Madrugais

De Coletivo ou de Metrô

Para Onde Irá Essa Noite?

Lycra-Limão

Se Pá Ska S.P.

Night Time in the Backyard

Amor em Jacumã

O Paladino e seu Cavalo Altar

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