EFE /ARMANDO ARRORIZO
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Los Angeles cria o Dia The Doors em homenagem à banda

Disco de estreia foi lançado em janeiro de 1967, 50 anos atrás

David Villafranca, EFE

05 Janeiro 2017 | 10h57

LOS ANGELES - A cidade de Los Angeles rendeu nesta quarta-feira, 4, uma homenagem à lenda e ao legado de uma de suas bandas mais ilustres ao proclamar o 4 de janeiro como o "Day of The Doors", aproveitando os 50 anos do disco de estreia do grupo comandado por Jim Morrison.

Os dois membros vivos do Doors, John Densmore e Robby Krieger, assistiram ao lado de familiares de Morrison e Ray Manzarek a uma cerimônia na praia de Venice, um local muito ligado ao início da banda.

Mais de quatrocentas pessoas se reuniram sob o icônico letreiro de Venice, no cruzamento das avenidas Pacific e Windward, para ver como um sinal se iluminava com o logotipo do Doors, em um entardecer frio e chuvoso.

Densmore e Krieger, que se mostraram orgulhosos de serem "nativos" de Los Angeles, recordaram algumas anedotas de Venice relacionadas com os Doors, como o apartamento que Ray Manzarek tinha e que custava US$ 75 por mês, e sobre o café que inspirou a canção Soul Kitchen.

Também recordaram a laje, "sem televisão ou telefone", que Jim Morrison subia e que inspirou versos como os de Moonlight Drive.

O conselheiro de Los Angeles Mike Bonin assinalou que há meio século se editava um disco "que transformou o rock and roll em todo o mundo".

"Los Angeles e Venice não poderiam estar mais orgulhosos de ser o local de nascimento do The Doors", disse o político, acrescentando que ouvir as canções leva as pessoas "a outro lugar, a uma terra de fantasia, imaginação e prazer".

Lançado em 4 de janeiro de 1967, o álbum The Doors foi a assombrosa carta de apresentação de uma banda que unia o rock, o jazz, o blues e certos detalhes de psicodelia como cama para as letras enigmáticas de Jim Morrison.

Graças a canções como Break on Through (To The Other Side), Light My Fire e The End, os Doors saíram do circuito de shows de Sunset Strip para se converterem em estrelas não apenas por suas canções, com os sinuosos solos de teclado de Manzarek, mas também pela polêmica que suscitavam a cada passo que davam.

 

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