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Lollapalooza diz que tem recorde de novidades

Acusado de "envelhecido", festival rebate com número de bandas novas e informa que já tem planos até o ano de 2020

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 19h10

Anunciada no domingo, a quarta edição do Lollapalooza Festival no Brasil, dias 28 e 29 de maio de 2015, no Autódromo de Interlagos, já movimentou uma legião de “haters”, os detestadores profissionais da internet. “Véiopalooza”, disse um deles. “Você achou o line up do Lollapalooza animado igual a festa da sua avó?”, perguntou o twitter do MTV Hits, se referindo à ideia de que o festival estaria meio envelhecido, com um espectro de artistas principais (Robert Plant, Smashing Pumpkins, Kasabian e mesmo Jack White) muito consolidado na música.

Alexandre Faria, diretor artístico da T4F, organizadora do festival, comentou as reações. “Mas a gente tem tanta coisa nova: tem o Alt-J, tem o St. Vincent, tem o Rudimental, tem The Kooks, Kongos, Fitz and the Tantrums, tem muitas atrações novas. Óbvio que, na primeira e na segunda linhas da programação, sãos os headliners. As novidades não estão lá. A gente tem o Bastille, que é novidade, e a Marina and the Diamonds. Acho que este ano a gente tem mais novidade do que em qualquer outra edição, essa aí você vai me permitir discordar”, afirmou o executivo.

Segundo Faria, a ausência de headliners do porte do Pearl Jam ou do Foo Fighters é parte de uma nova filosofia do festival. “Concordo que não tem. O festival caminha para esse lado, de ter mais atrações e ser menos orientado para um único headliner. A pessoa vai porque tem muitas coisas que interessam, não só uma”, afirmou.

Segundo o diretor artístico, Marina and the Diamonds foi uma das artistas mais pedidas pelos fãs da mostra. “A gente focou bastante para concluir a negociação dela”, afirmou. Outro nome no qual ele aposta é Young the Giant. “Se você olhar ali pela oitava linha, tem muita coisa boa. Ou são coisas novas, que nunca vieram ao Brasil, ou são coisas que só vieram aqui uma vez. Temos Calvin Harris e Skrillex, expoentes da eletrônica, tocando no festival”, defendeu.

De acordo com a organização, algumas diferenças fundamentais serão notadas em Interlagos em maio. A mais evidente delas será a ampliação no tamanho da área de alimentação. “A área de gastronomia será ampliada em 50% no tamanho e em número de chefs em 30%. Foi um grande sucesso este ano e, além de repetir, vamos aumentar a capacidade de atender as pessoas. A distância entre o palco Ônix e o palco Skol terá um atalho, que vai ser uma reta, desviando as pessoas da sinuosa da pista do autódromo. São as duas grandes mudanças do ano.”

Segundo Alexandre Faria, os promotores já pensam o festival até 2020. “Está em alta no calendário e vamos conduzi-lo nos próximos 10 anos”, afirmou. Ele rebateu as queixas mais comuns sobre a nova sede do festival, o Autódromo de Interlagos, cujas dimensões fazem os frequentadores andarem muitos quilômetros entre um palco e outro.

“É importante entender que a gente está falando de um festival de múltiplos palcos, não é? Longe e distante vai ser, como é o Coachella Festival, como é o Lollapalooza Chicago. O que a gente tinha antes, no Jockey, era um confinamento com interferência de som, e que de fato não funcionava e que a gente já equacionou. Os palcos são mais distantes mesmo, não tem solução. A gente incrementa com a experiência de alimentos e bebidas, de poder ir ao banheiro, de ter lugares para descansar, o som funcionando bem.”

Segundo os promotores, o transporte permanece centrado no trem e nos ônibus. “O trem levou 70% do público do festival. O que nós vamos fazer é colocar mais orientadores nas ruas para que as pessoas saibam o caminho até o trem e o ônibus, para que não percam tempo em embarcar. Vamos melhorar a sinalização e a orientação.”

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