Patrick Freitas/ Estadão
Patrick Freitas/ Estadão

Lollapalooza 2022: Chuva forte interrompe sequência de shows no primeiro dia

A tempestade durou cerca de 30 minutos e fez com que o público corresse para se socorrer 

Ana Lourenço, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2022 | 17h00

Cantando sons do novo álbum, o The Wombats, banda inglesa que se apresenta pela primeira vez no Lollapalooza Brasil 2022 lotou o espaço do palco Onix.

O show trouxe uma mistura dos clássicos entre os 6 discos e 9 EP 's da banda com músicas de seu novo álbum lançado esse ano, Fix Yourself, Not The Word.

Até mesmo quem não conhecia a banda animou quando o vocalista Matthew Murphy mostrou que praticou português para encantar os brasileiros. “É uma honra pra gente estar aqui”, soltou ele. “Falam que as plateias da América do sul são as melhores, mas vocês estão levando isso a outro nível.”

Às 16h20, quando a banda britânica The Wombats iniciava sua terceira canção, uma tempestade interrompeu esse e todos os shows do Lollapalooza.

Por conta da chance de raio, a organização do evento pediu para que todos se afastassem dos palcos e de todas as estruturas metálicas do evento. No entanto, aqueles que chegaram cedo não queriam liberar o lugar na frente dos palcos e se mostraram resistentes em sair - o que atrasaria a volta dos shows, de acordo com os organizadores. “Enquanto vocês não sairem, não iremos retomar ao normal”, avisaram.

 Apesar do desânimo, os participantes estão confiantes que tudo voltará ao normal. “Eu tinha visto a previsão do tempo, mas nem passou pela minha cabeça que seria tão forte”, desabafa Mariana Chaves, que saiu de Rondonopolis, Mato Grosso para virem ao festival. O grande show esperado de hoje é o de Doja Cat, que acontece por volta das 20h. “Perderamos o lugar lá na frente, mas a gente tem que priorizar a segurança. Mas o evento está muito abacana, e o calor humano humano vai evaporar toda essa água”, completa o pai, Fernando, de 46 anos.

Depois de 30 minutos esperando a liberação da entrada, os participantes foram liberados para se aproximar dos palcos e curtir o resto do festival. “Ainda estamos fazendo uma checagem técnica dos equipamentos de som e luz para dar continuação”, informaram a organização enquanto a multidão descia para o local do palco.

Somente às 17h05, Pabllo Vittar subiu aos palcos, com uns 20 minutos de atraso. Apesar dos pedidos da organização para que a multidão não corresse, o público não se conteve ao escutar Buzina, de Pabllo Vittar, no palco Adidas. 

Por grande parte do autódromo ser feita de grama, os sapatos foram cobertos de lama. No entanto, para quem olha para cima, e não para o chão, o festival parece nunca ter parado. Os participantes caminham por entre o cimento e pisam, sem medo nas poças para chegarem ao palco desejado. (Com Patrick Freitas, Especial para o Estadão)

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