Serjão Carvalho/ Estadão
Serjão Carvalho/ Estadão

Lollapalooza 2018: Tagore apresenta sua psicodelia prejudicada pelo horário 

Banda abriu o Palco Bud do festival neste sábado, 24

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

24 Março 2018 | 13h47

Para quem não vive em São Paulo ou nunca foi ao Lollapalooza no Autódromo: são mais de 20 quilômetros de avenidas congestionadas até o centro da cidade. Num fim de semana, com as ruas mais livres, estamos falando de uma hora e quinze de deslocamento, com sorte. Colocar bandas para tocar às 12h30 de um sábado sob um sol de rachar, portanto, é praticamente uma maldade.

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Foi o caso da Tagore, banda pernambucana escalada para abrir o palco principal do Lollapalooza Brasil 2018, neste sábado, 24. Sob um sol inclemente, a banda acabou apresentando as canções psicodélicas de seus dois discos para algumas dúzias de curiosos e fãs mais ávidos do Pearl Jam, principal atração do dia, que sobe ao palco apenas às 21h. Alguns fãs de camiseta preta já garantiam seu lugar próximo à grade.

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Com influências contemporâneas da cena neo-psicodélica mundial, de bandas como Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra, o Tagore que se sai melhor quando insere elementos regionais no som etéreo das guitarras. O que faz das bandas de destaque do gênero é justamente a criatividade da reinvenção.

Num show compacto de cerca de 40 minutos, a banda passou pelos seus dois álbuns: Pineal (2016, em que se afasta justamente dessas raízes regionais) e Movido a Vapor (2014).

 

 

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