Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Lollapalooza 2018: Chance, The Rapper traz o novo rap para o festival

Músico norte-americano, aprendiz de Kanye West e dono de três prêmios Grammy, é o fino do hip-hop contemporâneo

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 06h01

Chance, The Rapper recebia, no rosto, a brisa do Oceano Pacífico e pensava, já, na volta para casa, em Chicago, onde mora. Tinha saudade da filha, Kensli, de 3 anos.

E, logo, voltaria a encarar a turnê da mixtape (mas pode chamar de disco) Coloring Book, lançada em 2016. Poucos dias depois, embarcaria para a primeira excursão pela América Latina, numa “tour Lollapalooza”, que passou por Chile, Argentina e, nesta sexta-feira, 23, chega a São Paulo, no primeiro dia de festival, realizado no Autódromo de Interlagos.

A apresentação dele ocorre no palco principal, às 18h30 – confira dicas dos melhores shows do dia no quadro ao lado. “É a chance de poder mostrar minhas músicas mais antigas”, ele diz. “É algo que tem me empolgado com esses shows na América Latina.” 

Com Coloring Book, Chancelor Jonathan Bennette, o Chance, se estabeleceu de uma vez como um rapper de uma nova geração do hip-hop. Nascido em 1993, por volta de 15 anos depois do surgimento do gênero nas ruas e nas festinhas do Bronx, em Nova York, o rapper encara a música pop hoje aberta ao hip-hop, como uma avenida livre de carros.

E, por ela, Chance acelera seu carro potente. “Acho que o hip-hop está crescendo e, agora, ele é acessível para mais pessoas. Não é de nicho, é algo da cultura como um todo”, ele avalia. “É uma força cultural que impacta em tudo, inclusive na educação.”

Discípulo de Kanye West, também rapper de Chicago, Chance aproxima o gênero dos corais das igrejas, de onde nasceu o gospel, e faz uma conexão musical com algo acima de todos nós. “Ouvir essas músicas, lançadas dois anos atrás, me leva para o período antes de escrevê-las, eu ainda tentava entender o que queria fazer neste trabalho”, ele explica.

E segue: “Eu precisava colocar muitas coisas para fora”. Embora seja uma ponte para um bem-estar, Chance também se entrega ali. “Música é tudo que temos”, ele canta, em All We Got, a faixa que abre o ritual em Coloring Book. “Percebi isso quando tinha 12 anos e escrevi um rap pela primeira vez. Foi definitivamente quando eu entendi que queria ser artista e queria viver de música.” 

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