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Lollapalooza 2017: Turbinado, Palco Perry traz o clima de Tomorrowland para o Lolla

Antigamente uma tenda, espaço destinado ao EDM cresceu e virou um monstro

Guilherme Sobota , O Estado de S.Paulo

26 Março 2017 | 16h49

Numa entrevista recente a um jornal de Chicago, o criador do Lollapalooza, Perry Farrell, disse que odeia o EDM (eletronic dance music). A ironia é que o palco do festival dedicado ao gênero leva o seu nome e não para de crescer. 

Este ano, ele teve o visual remodelado, cresceu de tamanho, ganhou um soundsystem superpotente, canhões de papel e de luz e mais capacidade de público. Para ser justo, Farrell disse no sábado ao Estado que talvez tivesse se expressado mal.

Na tarde do domingo, 26, ficou nas mãos do polêmico DJ israelense Borgore agitar o palco Perry com seu dubstep pesado, o que ele fez com facilidade - a polêmica que o envolve tem relação com letras de algumas de suas músicas que seriam desrespeitosas para algumas pessoas. Mas o talento dele é muito claro: ele mixa sucessos do rock com os baixos marcados do dubstep com mais desenvoltura que a dupla Chainsmokers, por exemplo, que encerrou o Palco Axe no sábado. 

O Perry é o único palco do festival que tem uma logística de entrada e saída por dois lugares diferentes, lição básica que facilita muito a circulação de tanta gente, mesmo com a capacidade limitada -- uma das grandes falhas do Lollapalooza este ano foi a movimentação de tanta gente entre os palcos.

Mesmo ali, porém, havia files enormes e demoradas nos bares. O Lollapalooza deve a resposta da seguinte pergunta: por que é tão difícil o público conseguir pegar cerveja num festival cujo principal patrocinador é a maior cervejaria do mundo?

 

 

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