Serjão Carvalho/Estadão
Serjão Carvalho/Estadão

Lollapalooza 2017: Público se divide entre fãs de Metallica e micareta pop-indie de outras bandas

Público esperado para o primeiro dia do festival é de 70 mil pessoas

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

25 Março 2017 | 19h19

A farmacêutica Sandra Maia, 43, não pensou duas vezes antes de trazer a filha, Leticia Maia, 16, ao Lollapalooza em 2017. "Acho que nós duas, de alguma forma, nos sentimos realizadas", diz em entrevista ao Estado. "Ela já veio no ano passado. Eu sou a novata por aqui", complementa ela, que usa uma camiseta cinza com um logo "colorido" de sua banda favorita, o Metallica.

Sandra e Leticia são apenas alguns dos exemplos antagônicos possíveis de serem vistos na tarde deste sábado, 25, no Autódromo de Interlagos. De um lado, fãs do metal: t-shirts pretas, cabelos longos, calças jeans apertadas e o bom e velho all star nos pés. Do outro, um público mais teen e despojado, simpatizantes de The XX e Tegan and Sara. "Acho que o Lolla se tornou um festival mais democrático. Tem espaço para todo mundo. Os fãs do Metallica, considerados durões, podem conviver em harmonia com a galera mais jovem", afirma a estudante Janaina Dias, 22.

Dentre todas as atrações do Lollapalooza, a mais fora do circuito pop-indie é o Metallica, que não combina muito com o DNA alternativo do festival. O administrador de empresas Celso Batonni Dias, 33, veio ao evento apenas para ver James Hetfield e companhia. "Não conheço uma única atração, só o Metallica mesmo. Quando comecei a ver o line-up, me senti velho e ultrapassado. Não é possível que todas essas bandas tenham passado por mim e eu nunca tenha ouvido", brinca.

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