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‘Lobo solitário’ canta sobre dores e pântanos de Miami em São Paulo

Lone Wolf, banda de um homem só, integra festival de música e gastronomia que ocorre durante o mês de novembro

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2015 | 21h03

Chove em Miami no momento da ligação para Bruno Esposito, músico peruano com ascendência italiana e, desde o primeiro ano de idade, morador do sul do estado norte-americano de Flórida. A voz dele some e reaparece, incessantemente. Ele atende pelo nome de Lone Wolf, algo como “lobo solitário” em português. Um título apropriado para a banda de um homem só. Atração do projeto Jameson Backyard, realizado em São Paulo nos fins de semana de novembro, a partir deste sábado, 7, até o domingo, 29, Esposito toca banjo, faz a percussão, canta e ainda assopra sua harmônica.

O evento será hospedado na Vila Madalena e oferece workshops, drinques, gastronomia e música. A programação de shows inclui Emicida (dia 7), Esposito e o DJ e produtor hip-hop e funk Peanut Butter Wolf (dia 8), Thaíde (dia 14), Dj Marky (dia 15), as bandas Holger (28) e Aldo the Band (29).

“Será meu primeiro contato com a cultura brasileira. Vai ser ótimo”, diz. “De repente, vou tomar um drinque ou dois”, brinca o músico de 39 anos e três discos lançados, todos gravados inteiramente sozinho.

Há um quê de selvageria punk no bluegrass exibido por Lone Wolf nos álbuns, muito em razão da adolescência chacoalhada por guitarras. “Ser um adolescente nos anos 1980, nos Estados Unidos, era ouvir punk o tempo todo”, explica. “Ouvia bandas da Costa Oeste e de Boston.”

Esposito decidiu se tornar um “lobo solitário” pela dificuldade em achar músicos com a mesma carga de influências e disponíveis para apresentações e ensaios. Duas vantagens da escolha, conta o músico, estão na liberdade quando está em cima do palco e na logística para os shows. “É só colocar tudo no porta-malas do carro e dirigir”, explica. “O problema são as viagens longas, já que não tenho com quem revezar as horas na direção”, brinca.

As canções de Lone Wolf parecem transpirar a umidade em excesso do sul da Flórida e ele sabe disso: “Sabe, aqui é um lugar maluco. Cheio de gente doida. Ao mesmo tempo, é possível fugir para o oceano ou para os pântanos”, analisa. “E eu sei até imitar o som dos mosquitos no meu banjo.”

JAMESON BACKYARD 

Rua Girassol, 283, Vila Madalena, tel. 0800-0142011. 

Sáb. e dom., das 14h às 22h. Grátis. Até 28/11. 

 

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