Lobão responde à Universal

A briga entre Lobão e a gravadora Universal continua. Depois do ataque da gravadora contra o músico desferido na terça, o advogado de Lobão, Nehemias Gueiros, especializado em direitos autorais e show biz, adota o contra-ataque como a melhor defesa ao denunciar o que ele chama de "uma verdadeira violação de direitos autorais"."Em 2002, a Univeral lançou um CD intitulado 80, interpretado pelo Biquíni Cavadão, contendo a música Me Chama, de Lobão, absolutamente sem qualquer autorização do cantor, quer verbal, quer escrita", diz o comunicado assinado por Gueiros.A multinacional respondeu com o argumento de que "a obra foi devidamente autorizada pela editora BMG Music Publishing - empresa que detém os direitos sobre a obra musical".Esse foi o segundo documento enviado à imprensa durante a semana. Na terça, a Universal distribuiu comunicado notificando o músico e o seu selo Universo Paralelo para exigir prestação de contas e pagamento dos direitos autorais, pela participação de Zeca Baleiro na faixa Uma Delicada Forma de Calor, do CD A Vida É Doce, lançado por Lobão em novembro de 1999.Ontem, Gueiros distribuiu uma carta resposta em defesa a Lobão. O texto diz que Zeca Baleiro, por intermédio de sua empresária Rosana Decelso, teria dito não desejar "um centavo por essa participação" e que a Universal Music não teria direitos sobre a participação do artista, pois a gravadora era somente distribuidora da MZA Music, que tem Baleiro como contratado."A Universal não detém titularidade sobre o artista Zeca Baleiro que continua sendo exclusivo do selo MZA", diz a carta. O produtor Marco Aurélio Mazzola, dono da MZA, por sua vez, disse que da parte dele não foi feita nenhuma notificação e confirmou a informação de que Zeca Baleiro dispensa o pagamento referente à sua participação no disco de Lobão.

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