Livro revela segredos de grandes compositores

Música tem a ver, antes de mais nada, com a sensibilidade. Mas para o ouvinte que tiver interesse em aprofundar um pouco seu conhecimento do assunto, passeando pelas histórias dos principais compositores, conhecendo o que está por trás das grandes obras do repertório ou do funcionamento de um conjunto como a orquestra sinfônica, a Jorge Zahar acaba de lançar no Brasil o Guia Ilustrado Zahar de Música Clássica, tradução de André Telles para o volume Classical Music da coleção Eyewitness Companions (Editora Dorling Kindersley), organizado por John Burrows.O guia segue o padrão de publicações do gênero. Estão nele os principais compositores (centenas deles), suas principais obras (e as razões pelas quais merecem este status), breves anotações biográficas, influências - tudo isso respeitando uma divisão não apenas temporal mas que também aproxime os autores de acordo com as escolas e tendências seguidas, o que permite ao leitor fazer correlações.Os verbetes obviamente não conseguem esgotar os assuntos. Mas nem têm essa pretensão. Didáticos, fazem uso, vez ou outra, de termos técnicos, claro, mas é bom ressaltar a presença de um bom glossário. Soma-se a isso uma diagramação dinâmica, leve, e o cuidado com as imagens selecionadas, o que facilita e dá leveza à leitura.É pena, porém, que a Zahar não tenha encomendado a um autor brasileiro, como em outras obras já editadas, a confecção de um apêndice que, dentro do espírito da publicação, desse conta da nossa produção musical. O único compositor brasileiro contemplado é Villa-Lobos, dentro do capítulo dedicado às escolas nacionais espanhola e latina.

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