Livro focaliza pedagogia de Koellreutter

O último lançamento relacionado ao músico germano-brasileiro Jens-Joachim Kellreutter que chega este semestre ao mercado é o livro Koellreutter Educador, da musicista e pedagoga Teca Alencar de Brito. Vai ser lançado pela editora FMCGomes, da Faculdade de Música Carlos Gomes, em novembro. Como ressalta Teca, "retrata o pedagogo que ele foi. Não o professor dos músicos, esta sim um de seus feitos mais aparentes, mas o compositor que pensou a educação musical e propôs métodos que incluem desde a alfabetização musical ao estudo avançado".A autora mantém uma escola, a Teca Oficina de Música, que utiliza os métodos desenvolvidos por Kellreutter. Conheceu-o pessoalmente há mais de 20 anos. Foi sua aluna. Desde então desenvolveu uma profunda relação pessoal e profissional com o decano compositor. Uma admiração comum pelo amigo e mestre Koellreutter.Nos últimos anos, Teca desenvolveu inúmeros projetos ao lado do compositor. O último deles, realizado ano passado e que a motivou a escrever o livro, chama-se Fim de Feira. "Brincamos com o conceito de arte-jogo que ele abordou", conta. "Nós saímos caminhando por uma feira (gravando e filmando), assimilando os sons que dela são particulares e ao mesmo tempo reproduzíamos pregões da cultura popular estudados por Mário de Andrade", explica a escritora. As impressões geradas por esse projeto poderão ser compartilhadas no último capítulo do livro e também em um vídeo que irá acompanhar a obra.Além de Fim de Feira, o livro tem mais duas subdivisões. Na primeira parte, Teca analisa a teoria pedagógica por meio dos escritos de Koellreutter. Trata-se de uma introdução para situar o leitor no universo do compositor. Na parte central, e mais importante, Teca relata vários modelos de improvisação, que, nos anos 80, desenvolveram em parceria. "Mostrar essa proposta democrática de ensino que Koellreutter desenvolveu sempre foi uma batalha minha. Acho que o livro irá desempenhar esse papel", afirma Teca. "Para ele, educar musicalmente não é só formar musicistas, mas seres humanos", finaliza.

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