Lepetit e Zeca Baleiro fazem apresentação do disco Café no Bule

Mesmo sem Naná Vasconcelos, dupla leva show ao Sesc Pinheiros

Redação, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2015 | 03h00

O percussionista Naná Vasconcelos está envolvido também na gravação de um outro projeto, que sai ao mesmo tempo de Ayú, dos Barbatuques. Mas, por problemas de saúde, não poderá estar nos shows de lançamento, que acontecem de hoje, 4, a segunda-feira, dia 7, no Sesc Pinheiros. Naná está internado no Recife para tratamento de um câncer no pulmão, descoberto recentemente.

Desta vez, o projeto foi feito em conjunto com o compositor maranhense Zeca Baleiro e com o contrabaixista paulista Paulo Lepetit. Eles gravaram o álbum Café no Bule, que está sendo lançado agora pelo Selo Sesc, com 13 composições inéditas, abrangentes de ritmos que vão do xote ao rock. A única exceção que não leva a assinatura dos três é Caju, de Naná com Vinicius Cantuária. No mais, aparecem afoxé, xote, ciranda, blues, maracatu, jazz e rock.

Na mistura intencional de ritmos, Naná faz percussão de origens variadas; Lepetit responde por baixo, u-bass, violão, guitarra e teclados; e Zeca traz violão, guitarra, cavaco, ukulele e os teclados.

Em um texto para a imprensa, Zeca Baleiro explicou sobre o processo de criação: “Há casos em que Naná gravou primeiro a levada e eu e Lepetit desenvolvemos a letra, a melodia e a harmonia conjuntamente depois, como é o caso das faixas Ciranda da Meia-Noite, Batuque na Panela e Xote do Tarzan. Outras músicas nasceram de um groove de baixo e violão, seguido pela letra e a levada rítmica, como em Yellow Taxi e Vou de Candonga. Em A Dama do Chama-Maré e A Maré Tá Boa, Naná começou a letra e nos deu para musicar, fazer a segunda parte, e depois ele pôs a percussão. Fiz a letra e mandei para o Lepetit, que harmonizou”.

Gravação. Foram dois anos de gravação, com três viagens de Naná a São Paulo para que fizessem os registros em um estúdio de Lepetit e Zeca. 

Lepetit também falou sobre a experiência: “Foi tudo muito natural e espontâneo. Não pensamos em seguir fórmula alguma. As composições foram apontando caminhos. Procuramos colocar o mínimo de elementos além de nós três. Tocamos a maioria dos instrumentos. Guitarras, cavacos, teclados, baixos. E fomos pontuando com alguns convidados específicos para dar um colorido diferente a cada canção.” 

O disco, que custa R$ 20, será vendido nas unidades do Sesc e pode também ser encomendado pela internet pelo endereço www.sescsp.org.br/livraria.

CAFÉ NO BULE. Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran. Rua Paes Leme, 195, 3095-9400. Hoje e amanhã, 21h; dom. e 2ª, 18h. R$ 12/R$ 40.

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