Léo Maia segue os passos do pai, Tim Maia

O compositor e cantor Léo Maia, de 28 anos, lembra como se fosse hoje a primeira vez que pisou num palco. Foi num show do pai, Tim Maia. Levado por suas mãos, Léo começou a cantar, de um jeito para lá de desinibido. "As pessoas esperavam que eu ficasse tímido", diz. Não foi o que aconteceu. O garotinho de outrora canta como gente grande, hoje e amanhã, no Sesc Pompéia, em sua primeira apresentação para os paulistanos. Mostra suas composições e revisita a obra do pai.Léo tem potencial: flerta com o groove, o funk, o soul, mas ainda parece estar em busca do próprio estilo, desvinculado da imagem do pai famoso. Por isso, está ainda confeccionando seu CD de estréia, em fase de pré-produção, sem muita pressa, preocupado em não atropelar seus princípios musicais. Foi justamente para não contradizer suas convicções que o compositor rompeu o acordo com a Sony Music - que queria dar palpites - e dar andamento ao disco por conta própria, até encontrar alguma gravadora que lhe dê liberdade. "Já estou sendo sondado por multinacionais", diz. "Quando se trabalha com um artista, precisa deixá-lo criar. Não sou Tim Maia ou Ed Motta, sou o terceiro da dinastia."Léo Maia tenta não abrir brechas para rótulos. O compositor, no entanto, não nega a influência do pai, principalmente em matéria de black music. "Minha vida inteira girou em torno da música", conta. Aos 8 anos, aprendeu a tocar a primeira música no violão, Sossego, com Tim Maia. "Na época, ele me disse: Sossego tem um acorde só: se não conseguir tocar essa canção, você não tocará mais nada." Léo conseguiu, como mostra em seu show.Léo Maia - Hoje e amanhã, às 20h30. De R$ 4,00 a R$ 12,00, na Choperia do Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93, Pompéia. Tel. 3871-7700.

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