Lenine mostra seu estilo universal

Falange Canibal é um disco maispesado, de massa sonora mais pesada do que os discos anterioresde Lenine - mas não é um disco opaco, não joga sobre o ouvinteum corpo instrumental compacto, indevassável. É sutil - eresistente como uma trama de tecido capaz de suportar toneladassem deixar de permitir que se veja através de seus nós. Da abertura, em que, com letra de Carlos Rennó, prestahomenagem à língua portuguesa em sua característica única dasílaba "ão", sobre base quase toda eletrônica, à regravação -com cordas e sanfonas da bluesy e belíssima canção O Silênciodas Estrelas (letra de Dudu Falcão) e à embolada No Pano daJangada (com Paulo César Pinheiro), em que a percussão é feitacom os pés arrastados na terra jogada no estúdio -, o que se temé a mais perfeita síntese de contemporaneidade e reconhecimentoda história que faz de Lenine o mais universal dos músicosbrasileiros, e vice-versa.

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