Lendário citarista indiano Ravi Shankar morre aos 92 anos

O citarista e compositor Ravi Shankar, que ajudou a introduzir a cítara para o mundo ocidental através de suas colaborações com os Beatles, morreu na terça-feira, no sul da Califórnia, informou sua família. Ele tinha 92 anos.

JILL SERJEANT E ALEX DOBUZINSKIS, Reuters

12 de dezembro de 2012 | 10h09

O indiano Shankar, vencedor de três Grammys e que fez aparições lendárias no Festival de Monterey e em Woodstock, estava com a saúde frágil há vários anos e passou por uma cirurgia na semana passada, disse a família em comunicado.

"Embora seja um momento de sofrimento e tristeza, é também um momento para todos nós agradecermos e sermos gratos pela chance de tê-lo como parte de nossas vidas", disse a família. "Ele vai viver para sempre em nossos corações e em sua música."

Na Índia, o gabinete do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, postou uma mensagem no Twitter chamando Shankar de um "tesouro nacional e embaixador global do patrimônio cultural da Índia".

"Uma era morreu com a morte de... Ravi Shankar. A nação junta-se a mim para homenagear seu gênio insuperável, sua arte e sua humildade", acrescentou o primeiro-ministro indiano.

Shankar vinha sofrendo de problemas respiratórios e cardíacos no último ano e foi submetido a uma cirurgia para substituição de uma válvula cardíaca na semana passada em um hospital de San Diego, ao sul de Los Angeles.

A cirurgia foi bem sucedida, mas ele não conseguiu se recuperar.

Shankar viveu na Índia e nos Estados Unidos. Ele é pai da cantora vencedora do Grammy Norah Jones, e tem três netos e quatro bisnetos.

Shankar realizou seu último show com sua outra filha Anoushka em 4 de novembro, em Long Beach, Califórnia, segundo o comunicado. Na noite anterior à cirurgia, ele foi nomeado para um Grammy por seu álbum mais recente "The Living Room Sessions, Part 1."

Sua família disse que os planos para a cerimônia em memória ao citarista serão anunciados em outro momento e pediu que as doações sejam feitas para a Fundação de Ravi Shankar.

Shankar é creditado pela popularização da música indiana através de seu trabalho com o violinista Yehudi Menuhin e com os Beatles na década de 1960, inspirando George Harrison a aprender a cítara e à banda britânica a gravar músicas como "Norwegian Wood" (1965) e "Within You, Without You "(1967).

Shankar foi membro da câmara alta do Parlamento da Índia de 1986 a 1992, depois de ter sido indicado pelo então primeiro-ministro indiano Rajiv Gandhi.

Shankar ganhou diversas honras em sua longa carreira, incluindo uma Ordem do Império Britânico (OBE) da rainha Elizabeth pelos serviços a música, o Bharat Ratna, a mais alta condecoração civil da Índia, e o Legion d'Honneur, da França.

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