Leila Pinheiro faz show de lançamento de novo álbum

Nos Horizontes do Mundo (Biscoito Fino), o novo disco que Leila Pinheiro levou quase dois anos para realizar, será lançado com shows na sexta-feira e no sábado (11) no CIE Music Hall. "São 16 faixas, mas havia material para três discos, prova de que há muita gente boa fazendo música", avisa Leila. "Em alguns casos, promovi encontros inusitados e, por isso mesmo, vigorosos." Renata Maria, de Chico Buarque e Ivan Lins, ficou famosa antes de ser ouvida, por estrear a parceria de dois expoentes da geração dos festivais. A música mistura as metáforas de Chico, hoje letrista bissexto, com uma melodia bela e estranha, com suingue diverso do que Ivan sempre nos brindou. Chico divide a faixa com Leila, assim como fez a carioquíssima Joyce no samba Deu no Que Deu, dela e do paulista Luiz Tatit. Idéia do co-produtor do disco, Alê Siqueira. Leila musicou Hoje, letra de Renato Russo, e gravou um tema instrumental. O bolero Nuestro Juramento (de Benito de Jesus) resultou de andanças pela ilha de Fidel Castro e Gozos de Alma, de Francis Hime, John Donne e Geraldo Carneiro, foi feita para ela.O casamento perfeito de letra e música não é acaso. "Sempre busquei isso. Assim consegui canções lindas com Cézar Mendes e Caetano Veloso (Tiranizar) e a da Fátima Guedes (A Vida Que a Gente Leva)", diz a cantora. Ela, no entanto, muda letra ou harmonia para adaptá-la a seu jeito. "Aconteceu em O Amor e Eu, do Eugênio Gudin. Só conseguia cantar assim e ele me garantiu que ficava melhor. Já A Minha Alma, mistura do Rappa e Marcelo Yuka com Nelson Cavaquinho, foi idéia do Alê." O piano é da própria Leila, instrumentista de mão cheia que raramente mostrava esse dote. Depois de São Paulo, ela canta, no dia 23, no Canecão e convidou Chico Buarque para uma participação. "Quem sabe ele aceita? Ninguém acreditava que faria a letra de Renata Maria. Se a gente tenta, acaba conseguindo", filosofa ela, que também busca financiamento na Lei Rouanet (R$ 700 mil para temporadas em dez cidades) para cobrar preços populares. Ela só não pretende incluir sucessos antigos no repertório. "O público pede mas é obrigação do artista educar os ouvidos. Geralmente, a gente apresenta duas ou três conhecidas para entrar com as novidades. O público acaba gostando dessas também."Leila Pinheiro - 16 anos. CIE Music Hall (1.600 lug.). Av. Jamaris, 213, Moema, tel. 6846-6040. Sexta e sábado, 22 h. De R$ 30 a R$ 70.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.