Leia trecho do livro 'Representing the Good Neighbor'

Obra da americana Carol Hesse é um divisor de águas nos estudos das relações musicais entre EUA e América Latina

O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2014 | 23h25

Saia Justa

“Aprendi a canção da liberdade nas florestas tropicais brasileiras”, declarou Villa-Lobos em entrevista em Los Angeles, em outubro de 1941. Seu intérprete Érico Veríssimo “acrescentou” ao final de sua tradução para os jornalistas presentes: “e eu acredito nisso, porque hoje a liberdade no Brasil só existe nas florestas tropicais”.

Broncos, paspalhos, cretinos

“Durante sua segunda ‘latin american tour’ patrocinada pelo Departamento de Estado em 1947, Aaron Copland, que continava a promover o folclore, encontrou-se com Koellreutter. Descreveu-o sem nenhum tato posteriormente como um ‘típico germânico dodecafônico’ que ‘encorajou um bando de paspalhos a imaginarem que eram compositores’.”

Villa-Lobos universal

Numa entrevista ao dublê de escritor e crítico musical Alejo Carpentier em 1953, Villa mostra que assimilou bem a lição universalista que pegava bem nos EUA. Convoca os jovens compositores venezuelanos a absorverem seu próprio folclore, “mas não ‘fazer folclore’”, uma posição que enfatiza com a sonora resposta “Não!”. Carpentier completa escrevendo que “acima de tudo, os compositores precisam ter consciência, sempre, da obrigação de não serem exóticos. “Nunca exóticos”, completa Villa. Carpentier depois descreve Villa no artigo como “o compositor latino-americano mais universal do século 20”.

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