Leia poema de Suassuna musicado por Nóbrega

Martelo D´O Marco do Meio-DiaA Bandeira do Sol estrala ao ventoE soa a minha voz de Cantador,Num protesto do Sonho contra a Dor,A pobreza do povo e o sofrimento.Nas estrelas do Canto, o pensamentoErgue um Marco que é só anunciado.Nossa sorte de Povo injustiçadoÉ vencida por nós ao som da luta,E, no meio do palco, o que se escutaÉ o sol da justiça do Sonhado.Ao final desta Dança bela e forteSou eu o Cantador, dono da Casa,E, com versos de sangue, fogo e brasa,Forjo o Marco e celebro a minha sorte.Na viola, eu vou batendo a MorteE assumindo a coroa de Guerreiro.Ao cantar meu país, sou o LanceiroOlho o sangue ferido do meu povoE sonho, ao meio-dia, um Canto novo,Levantando este Marco brasileiro.

Agencia Estado,

01 de agosto de 2000 | 19h59

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