Arquivo/Estadão
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Lauro Almeida, o maior vencedor brasileiro dos prêmios Grammy

Violonista é recordista em indicações, com 14, tendo conquistado cinco estatuetas; 64ª edição da premiação acontece neste domingo, 3

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2022 | 10h00

A 64ª edição do Grammy será realizada na noite deste domingo, 3. Apesar de não haver brasileiros na disputa em 2022, o País já esteve representado em diversas ocasiões, chegando a levar a estatueta graças a nomes conhecidos como João Gilberto, Sérgio Mendes, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Carlos. O maior vencedor da história, porém, é um nome menos conhecido do público: Laurindo Almeida.

Ao todo, o violonista teve 14 indicações e venceu cinco prêmios, todos na década de 1960. Conforme descrevia o Estadão à época de sua primeira vitória, em julho de 1961:

"Laurindo de Almeida não é suficientemente conhecido pelos brasileiros, mas é muito apreciado nos Estados Unidos - onde há quase 15 anos já tocava com êxito na orquestra de Stan Kenton, salientando-se depois como músico de jazz do estilo 'West Coast''. Ultimamente, tem-se dedicado bastante à música erudita. [...] Tem sido um dos principais divulgadores da música brasileira nos Estados Unidos, principalmente com seu disco Impressões do Brasil."

Nascido em Miracatu, na região do Vale do Ribeiro, no ano de 1917, foi morar na América do Norte quando tinha cerca de 30 anos. Chegou a trabalhar em centenas de trilhas sonoras de filmes ao longo de sua vida (morreu em 1995), incluindo longas como O Poderoso Chefão (1972), Os Dez Mandamentos (1956) e Os Imperdoáveis (1992), de Clint Eastwood.

O Estadão vai fazer a cobertura ao vivo do Grammy 2022 no Twitter, comentada pelo colunista Murilo Busolin e pelos jornalistas João Abel e Carla Menezes.

Os grammys de Lauro Almeida

1960 - Melhor performance clássica - Vocal ou instrumental - Música de câmara - Conversations With The Guitar

1960 - Melhor performance clássica - Solo ou duo instrumental - The Spanish Guitars of Laurindo de Almeida

1961 - Melhor performance clássica -Solo ou duo instrumental (sem orquestra) - Reverie for Spanish Guitars

1961 - Melhor composição contemporânea clássica - Almeida: Discantus (empate com Movimentos para Piano e Orquestra, de Igor Stravinski)

1964 - Melhor performance de jazz instrumental - Grupo grande ou solo com grupo grande - Guitar From Ipanema

As indicações ao Grammy de Lauro Almeida

1959 - Melhor performance clássica - concerto ou solista instrumental - Danzas (álbum)

1961 - Álbum do ano - Música Clássica - Reverie for Spanish Guitar

1962 - Melhor performance de jazz - solista ou pequeno grupo (instrumental) - Viva Bossa Nova!

1962 - Melhor performance clássica - Música de câmara - The Intimate Bach (álbum)

1962 - Melho performance por uma orquestra - para dançar - Viva Bossa Nova! (álbum)

1964 - Melhor performance de jazz instrumental - pequeno grupo ou solista com pequeno grupo - Collaboration (álbum)

1973 - Melhor performance clássica - solista instrumental ou solistas (sem orquestra) - The Art of Laurindo Almeida (álbum)

1979 - Melhor gravação latina - Laurindo Almeida Trio (álbum)

1982 - Melhor gravação latina - Brazilian Soul (álbum)

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