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Lana Del Rey, a pin up do pop, vem ao Brasil em novembro

Festival confirma apresentação da cantora em São Paulo

Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo,

16 Julho 2013 | 14h13

Sex, drugs and glitter. A tríade em que se insere o mundo artístico da cantora nova-iorquina Lana Del Rey (nascida Elizabeth Woolridge "Lizzy" Grant) desembarca pela primeira vez no Brasil para o Planeta Terra Festival. Ela se junta a um cast que já tinha confirmados Blur, Beck e Palma Violets (ou seja: é a maior atração do festival). Ela canta no dia 9 de novembro no Campo de Marte, em São Paulo.

Lana, que tem 27 anos, surgiu para o mundo há pouco mais de um ano já como fenômeno, a bordo do vídeo de Video Games. Imersa num universo típico dos fifties, ela lançou seu primeiro disco em janeiro de 2012, Born to Die. Já a chamavam então de "Nancy Sinatra gangsta", sugerindo uma mistura de glamour retrô com cultura de rua. Para uma estreante, mostrava bem a que vinha: o álbum chegava simultaneamente a 18 países e vendeu 3 milhões de cópias (e 4,5 milhões de singles).

Pin up do pop (um tipo físico que parecia uma estrela de série de David Lynch condenada a morrer no próximo episódio), ela não veio com pouca bala na agulha. Os créditos do seu primeiro disco incluíam Eminem, Lil Wayne e Kid Cudi. Sua profissão perigo estava escancarada já na faixa-título, nos versos "Baby love me 'cause I'm playing on the radio/ How do you like me now?". Não é pedante, mas é petulante: baby, me ame porque estou tocando no rádio.

O balanço do hip-hop (Off the races) aliado a truques de trip hop, mais um senso de grandiosidade (Video Games), além de um ligeiro toque dark, sombrio (Dark Paradise), uma pitada de atitude neofeminista (This is What make Us Girls), e estava pronto o coquetel Lana Del Rey. "God you're so handsome/ Take me to the Hamptons" (Deus, você é tão gato! Me leve para Hamptons"), ela canta, dando uma ideia do universo Revenge que alimenta sua mitologia.

A voz de Lana alterna despojamento à Lily Allen numa ponta e concentração uterina à Kate Bush em outra. Numa fronteira entre futilidade e complexidade, ela vai levando. Beijando James Dean na piscina do Grande Gatsby, ela reivindicou com bastante personalidade seu lugar no show biz. Se merece ou não, finalmente saberemos.

 

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